Domingo, Maio 18, 2008

Histórias esquecidas 9: Carlos Ribeiro in O Senhor Doutor

Carlos Filipe Correia da Silva Ribeiro nasceu em Lisboa em 1894, vindo a falecer em 1973. Exerceu o cargo de director de O Senhor Doutor, tendo publicado caricaturas e histórias aos quadradinhos em algumas revistas, nomeadamente em O Espectro e Sempre Fixe, ou ainda no ABCzinho. Entre outras das suas actividades merece destaque o facto de ter sido cenógrafo do cineasta António Lopes Ribeiro.

Muito embora tenha publicado poucas histórias desenhadas pelo seu punho, dos exemplos que aqui damos é de salientar o seu enorme talento, sobretudo no desenho caricatural.

Aqui deixamos dois dos seus trabalhos, ambos de O Senhor Doutor. No primeiro caso, trata-se de uma aventura que ilustrava texto de José de Oliveira Cosme (mais conhecido por ter sido o autor de O Menino Tonecas), que saiu no número 10 daquela revista, e um desenho publicado no mesmo número, do ano de 1933. Quanto ao primeiro, a má qualidade da reprodução deve-se ao facto de o exemplar que possuo ter sido recuperado com papel celofane colado sobre os desenhos, numa tentativa de preservar as páginas.

A fonte de informação da biobibliografia do autor foi o Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal, de Leonardo de Sá e António Dias de Deus, Nonarte, Edições Época de Ouro, Costa da Caparica, 1999.

Resolução: 300 dpi.



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Quinta-feira, Maio 15, 2008

Histórias esquecidas 8: Os seis terríveis, de Jayme Cortez

Primeira página de O Mosquito nº 597Jayme Cortez é considerado, pelos portugueses, como um autor português, muito embora os brasileiros reivindiquem tratar-se de um desenhador e argumentista brasileiro. Nascido em Lisboa em 1926, emigrou muito jovem para o Brasil (em 1947), vindo a falecer em São Paulo, em 1987.

A sua estreia fez-se na revista O Mosquito no ano de 1944, continuando a colaborar com esta revista até 1946. Já no Brasil, desenhou para o jornal Diário da Noite, trabalhou em publicidade e até como actor de cinema. Mas tornou-se certamente conhecido pela sua arte nos quadradinhos, onde desenvolveu trabalhos para diversas editoras e publicações, enveredando inclusive pelas histórias de terror. Uma das suas obras mais conhecidas foi Zodíaco, republicada na revista Eureka.

Cortez editou igualmente um Curso Completo de Desenho Artístico e ganhou diversos prémios, de que merece destaque o prémio Caran D'Ache, em Lucca, na Itália, em 1986, tendo dado o seu nome a um prémio brasileiro de «quadrinhos», o Troféu Jayme Cortez para os incentivadores da HQ nacional, instituído a partir de 1987. Alguns dos seus trabalhos já realizados no Brasil foram publicados em Portugal, onde foi objecto de algumas homenagens.

A história que aqui destacamos, Os seis terríveis, foi publicada sequencialmente em O Mosquito, desde os números 597, de 14 de Março de 1945, até ao 619, de 30 de Maio de 1945, com uma falha no número 601.

Foi omitida parte do texto narrativo/descritivo que se encontra contido noutras páginas não desenhadas.

Resolução: 300 dpi



reprodução da primeira página da aventura, publicada em O Mosquito nº 597, de 14 de Março de 1945




















reprodução da última página da aventura, publicada em O Mosquito nº 619, de 30 de Maio de 1945


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Domingo, Maio 11, 2008

Histórias esquecidas 7: Aventuras dos Autênticos Zuca, Zaruca e Bazaruca, de Stuart Carvalhais, n'O Senhor Doutor

Stuart Carvalhais (José Herculano Stuart Torrie D´Almeida Carvalhais, 1887-1961) é por muitos considerado o primeiro grande autor português de quadradinhos, sendo sobretudo conhecida a sua série Quim e Manecas, que foi publicada no suplemento de O Século intitulado O Século Cómico e, mais tarde, no Sempre Fixe, tendo muitos estudiosos comparado esta série com o Yellow Kid, de R.F. Outcault. Foi igualmente pioneiro na utilização de balões, já que grande parte das histórias apresentavam texto na parte inferior dos desenhos. A popularidade de Quim e Manecas, aliada ao experimentalismo de Stuart, fez com que fosse realizado um filme com actores reais, em que contracenou o próprio autor.

Selo lançado pelos CTT em 2004 dedicado a Quim e ManecasUma outra revista onde publicou os seus trabalhos foi o ABCzinho, de que foi co-fundador, O Pajem, suplemento do Cavaleiro Andante, e também O Senhor Doutor. Algumas das aventuras com estas personagens foram reeditadas, nomeadamente em álbuns do Clube Português de Banda Desenhada e pelo Círculo de Leitores. Para além disto, fez capas de livros e inúmeras ilustrações para diversas revistas e jornais.

Aqui publicamos algumas páginas de Aventuras dos Autênticos Zuca, Zaruca e Bazaruca, que saíram nas páginas de O Senhor Doutor, números 2 (de 25 de Março de 1933), 6 (de 22 de Abril de 1933), 11, 12 e 13 (de 27 de Maio, 3 de Junho e 10 de Junho de 1933, respectivamente). A deficiente qualidade das reproduções deve-se ao estado menos bom das edições que possuo, que apresentam alguns rasgões e uma má preservação dos exemplares, tendo sido utilizado na mesma papel transparente colado sobre partes dos desenhos.



In O Senhor Doutor, nº 2, de 25 de Março de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 6, de 22 de Abril de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 11, de 27 de Maio de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 12, de 3 de Junho de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 13, de 10 de Junho de 1933. Clique para aumentar


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Sexta-feira, Maio 09, 2008

Mark Trail, o Mestre João

Mark Trail é mais conhecido em Portugal como Mestre João, tendo-se popularizado nas páginas do Mundo de Aventuras, muito embora, segundo creio, nunca tenha sido personagem de capa, e também em outras publicações, como o Condor Popular. É uma série algo diferente das habituais aventuras que encontramos nos jornais norte-americanos, onde foi originariamente publicada, já que, em boa parte, foca assuntos relacionados com a observação e a preservação da vida selvagem, num estilo bastante realista, um assunto que hoje, mais do que nunca, está na ordem do dia. Arriscar-nos-íamos até a dizer que se trata de uma série com preocupações ambientalistas, uma raridade no mundo dos quadradinhos.

Capa de Condor Popular, volume 14, fascículo 7, dedicada à personagem, numa rara aparição em destaqueMark Trail foi criado por Ed Dodd, iniciando a sua publicação a 15 de Abril de 1946, no New York Post, tendo a sua propriedade passado por diversas empresas, até chegar ao King Features Syndicate, que actualmente o distribui.

Mark vive no Lost Forest National Park com Cherry, a sua mulher, o seu filho adoptivo, Rusty, sendo imagem de marca o seu cachimbo, acessório que acabou por ser abandonado em 1986 devido a queixas de um leitor, preocupado com o exemplo dado pela personagem. Muito embora as tiras diárias tivessem uma intriga, de que estavam ausentes espécies como as cobras ou ameaças à vida natural como os incêndios, por imposição da distribuidora, as páginas dominicais serviam frequentemente para focar espécies em risco, os seus habitats e o comportamento dos animais selvagens, que eram objecto dessa atenção semanal. O interesse de Dodd pela vida selvagem era tão intenso que isso o levou a abandonar o estúdio em Atlanta e a adquirir uma propriedade em Sandy Springs, no estado da Geórgia, onde o autor construiu uma casa bem integrada na paisagem e onde se criou um estúdio onde trabalhava, juntamente com o desenhador Tom Hill, tinha a seu cargo sobretudo as páginas dominicais, muito embora também desenhasse nas tiras diárias, e Jack Elrod, que entrou na equipa em 1948 (embora existam fontes que apontam para 1950), para além de outras pessoas que se encarregavam das legendas ou de tarefas administrativas. Fotografia do estúdio em Sandy Springs, surgindo, da esquerda para a direita, Ed Dodd, Jack Elrod, Tom Hill e a secretária de Ed, Rhett CarmichaelNessa equipa chegou a trabalhar Jack Davis, que se notabilizou sobretudo pelo seu trabalho para a revista Mad.

A partir de 1978, altura em que Ed Dodd se reformou e Tom Hill morreu, Jack Elrod deu continuidade à série, ainda hoje se responsabilizando pelos argumentos e pelos desenhos.

Em 1950, a popularidade de Mark Trail levou à criação de um programa de rádio pela Mutual Broadcasting System, e pouco depois pela ABC, que durou até 1952. Surgiram ainda diversas revistas com reedições das aventuras da personagem, sobretudo entre 1955 e 1959, e ao longo dos anos foi habitual a sua utilização em iniciativas relacionadas com a preservação da natureza, o que ainda hoje acontece.

A tira aqui apresentada está datada de 12 de Outubro de 1990, apresentando os nomes de Dodd e Jack Elrod. Possui uma inscrição manuscrita na parte superior, onde se pode ler Best Wishes to you – Ray from Mark Trail and Jack Elrod. A dimensão da mancha é de 42,2 x 12,5 cm e a do papel é de 44,3 x 14 cm, aproximadamente. O © é do North America Syndicate, Inc.



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Terça-feira, Maio 06, 2008

Histórias esquecidas 6: A Moura e o Dragão, de ETC e Raul Correia

Capa de A Formiga nº 128Já aqui antes havíamos publicado uma aventura com desenhos de Eduardo Teixeira Coelho (ETC) e texto de Raul Correia. Hoje publicamos as 12 páginas de A Moura e o Dragão, dos mesmos autores.

Esta aventura saiu igualmente em A Formiga, que era sobretudo dedicado ao público feminino, um suplemento da revista O Mosquito, nos números 140 a 151, ao ritmo de uma página por número, invariavelmente impressa a uma cor.

Resolução: 300 dpi.
















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Sábado, Maio 03, 2008

Histórias esquecidas 5: páginas de Servais Tiago em O Mosquito

Armando de Almeida Servais Tiago nasceu em Lisboa em 1925, tendo publicado diversas páginas na revista O Mosquito, durante a década de 40, numa altura em que a revista obtinha um enorme sucesso, com números publicados às quartas-feiras e sábados, num total de 12 páginas por edição. Posteriormente o autor dedicou-se ao cinema de animação.

Capa de O Mosquito número 587, de 7 de Fevereiro de 1945De entre os trabalhos de Servais, como geralmente assinava, escolhemos algumas páginas para aqui as reproduzirmos, tendo sido publicadas nos números 587, 590, 591, 594, 595, 596, 599, 600, 604, 605, 611, 613, 618, 622, 625, 628, 633, 639, 645, 648, 650 e 656 (todos de 1945), alternando geralmente entre o preto e branco ou uma cor. Em alguns dos casos, as pranchas não ocupavam uma página inteira, sendo o restante espaço utilizado para divulgação de outras iniciativas da revista, como se pode observar pela página relativa ao número 628.

O seu estilo caricatural e humorístico era invulgar em Portugal, onde os artistas optavam, de forma geral, por um desenho realista. De entre as personagens mais comuns, são de salientar as de Barnabé e de Quico, havendo no entanto diversas páginas em que as personagens eram animais, sobretudo gatos, mas também lobos, coelhos, abutres e outros pássaros. Tanto quanto sabemos, estes trabalhos não voltaram a ser publicados.

Pelo facto de os exemplares que possuo se encontrarem encadernados, a digitalização sofreu alguns problemas na fidelidade à imagem.

Resolução: 300 dpi.



Página publicada em O Mosquito nº 587, de 7 de Fevereiro de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 591, de 21 de Fevereiro de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 594, de 3 de Março de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 595, de 7 de Março de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 596, de 10 de Março de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 599, de 21 de Março de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 600, de 24 de Março de 1945, onde publicou duas páginas.
Página publicada em O Mosquito nº 604, de 7 de Abril de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 605, de 11 de Abril de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 611, de 2 de Maio de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 613, de 9 de Maio de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 618, de 26 de Maio de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 622, de 9 de Junho de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 625, de 20 de Junho de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 628, de 30 de Junho de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 633, de 18 de Julho de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 639, de 8 de Agosto de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 645, de 1 de Setembro de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 648, de 8 de Setembro de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 650, de 15 de Setembro de 1945.
Página publicada em O Mosquito nº 656, de 6 de Outubro de 1945.


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Quinta-feira, Maio 01, 2008

Histórias esquecidas 4: A Moura e a Fonte

Publicada no suplemento de O Mosquito, intitulado A Formiga, esta aventura intitula-se A Moura e a Fonte, sendo da autoria de um dos maiores desenhadores portugueses, Eduardo Teixeira Coelho, mais conhecido como ETC, com textos de Raul Correia, co-fundador e director literário do semanário a que inicialmente nos referimos.

O suplemento começou a publicar-se em 1943, primeiro em pequeno formato, tendo aumentado de dimensão a partir do número 70, em páginas impressas a duas cores. A história aqui apresentada integrou os números 128 a 139. A fraca qualidade das cópias deve-se ao facto de os exemplares que possuo se encontrarem encadernados, o que dificultou a sua digitalização.

Resolução: 300 dpi
















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