quinta-feira, junho 03, 2010

Oaky Doaks, por R. B. Fuller

Prince Valiant (o Príncipe Valente), de Hal Foster, não foi a única – nem a primeira – série norte-americana cuja principal personagem era um cavaleiro medieval. Na verdade, esse papel coube a Oaky Doaks, série surgida como tira diária a 17 de Junho de 1935 através da distribuição da Associated Press, tendo sido publicada também em página dominical a partir de 1941.

Creio que é desconhecida e inédita em Portugal, ao contrário do Príncipe Valente, muito embora tenha tido enorme popularidade nos Estados Unidos, sobretudo nas décadas de 1930, 1940 e 1950, publicando-se durante mais de duas dezenas e meia de anos, terminando em 1961, após o encerramento do departamento de comics da referida agência, que passou a dedicar-se unicamente a assuntos noticiosos.

Na sua origem está o argumentista William (Bill) McCleery, e o desenhador Ralph Briggs Fuller (R. B. Fuller), tendo este último sido igualmente responsável pelos argumentos pouco tempo depois da estreia da série. O primeiro desenhador encarregado da página dominical foi Bill Dyer, mas Fuller acabou por encarregar-se igualmente desta tarefa.

R. B. Fuller, nascido no estado de Michigan em 1890 e falecido em 1963, apenas dois anos após o fim de Oaky Doaks, acreditava que os comics tinham que ter um carácter cómico, como o próprio nome indicava, daí o aspecto caricatural dos desenhos e o facto de os argumentos apresentarem situações algo absurdas, envolvendo um pequeno rei que não reinava e que funcionava mais como companheiro da principal personagem, que não passava de um camponês que criara a sua armadura a partir de bocados de metal e que acabava por vingar nas cortes medievais, montando um cavalo que anteriormente servira para puxar um arado, uma situação muito distante dos ambientes glamorosos que envolviam uma boa parte dos cenários da história de Foster. No entanto, as suas aventuras giravam à volta de combates contra ameaçadores dragões ou horríveis feiticeiros, salvando donzelas ou princesas raptadas ou presas contra a sua vontade, tendo chegado a casar com uma delas e, perto do final da série, a ter um filho. A principal personagem viajou bastante ao longo dos anos, foi raptada por Vikings, visitou Camelot, a mítica cidade do Rei Artur, chegou à América, onde até se envolveu com índios.

Oaky Doaks foi reeditada na revista Famous Funnies, estreada em 1934, durante grande parte da existência do periódico, tendo tido várias capas dedicadas à série. Em 1944 foi publicado um único número de um comic-book com o seu nome. Tanto quando consegui descobrir, foram as únicas reedições que ocorreram.

A tira dominical aqui apresentada não possui o ano de publicação, sendo provavelmente da década de 1940, mas contém a indicação de dia e mês: 17 de Setembro. Surge ainda o nome da agência, a Wide World Features, estando assinada pelo autor na última vinheta. A lápis, no canto superior direito, existe a inscrição THE CANDY KID. A dimensão da mancha é de 50,5 por 12,7 cm e a do papel é de 56 por 17,8 cm, aproximadamente. Existe alguma sujidade nos desenhos, embora não os afecte grandemente.



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domingo, fevereiro 07, 2010

Sweeney & Son, de Al Posen

Uma das actividades conhecidas de Al Posen (Alvah Posen, Nova Iorque, 1895-1960) foi a de escritor de piadas para os irmãos Marx, tendo igualmente desenhado diversas séries, uma delas para o jornal Chicago Tribune intitulada Them Days are Gone Forever, entre os anos de 1925 e 1927 e, numa segunda fase, de 1937 a 1945, muito embora outras fontes apontem o facto de a criação desta série ter tido lugar em 1910, para a qual o autor conseguiu imprimir uma característica única: a ideia de cada episódio baseava-se numa estrofe de três versos destinada a ser cantada e que era acompanhada da respectiva pauta musical, terminando sempre com o verso Them Days are Gone Forever.

Al PosenMas outra das suas produções foi Sweeney and Son, uma página dominical que se publicou até finais de década de 50 do século passado. Esta página apresentava um bottomer, ou seja, uma pequena tira independente na parte de baixo da página, com quatro vinhetas, intitulada Jinglets, ideia que Posen conseguiu «vender» a Joseph Paterson (1879-1946), do Chicago Tribune, mais conhecido por estar na origem do título da série Dick Tracy, de Chester Gould (1900-1985).

Allan Holtz, no seu blogue Stripper's Guide, escreveu uma interessante postagem sobre este autor e a sua obra, de onde retirei a fotografia de Posen.


A arte original aqui mostrada é de uma página de Sweeney and Son, estando datada de 18 de Março de 1951 e assinada Posen na última vinheta. Possui igualmente o respectivo «bottomer», aqui intitulada Rhymin’ Time, com quatro vinhetas, e a respectiva música e letra, a qual termina com o inevitável verso Them Days are Gone Forever. O © é de News Syndicate Co. Inc. A dimensão da página é de 51,8 por 34,8 cm e a do papel é de 58,5 por 37,2 cm, aproximadamente.

A miniatura foi digitalizada a 72 dpi, e pode ser aumentada para 200 dpi com um clique do rato sobre a imagem.




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segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Tillie the Toiler, por Russ Westover

Por altura em que surgiu Tillie the Toiler (1921), não eram muito comuns as séries que tinham como principal personagem uma jovem mulher independente, que vivesse do seu trabalho, o que não acontece nos dias de hoje.

Tillie Jones trabalhava num escritório de uma empresa de vestuário, muito embora ocasionalmente também exercesse a profissão de modelo. Em grande parte, a intriga envolvia os diversos relacionamentos amorosos da personagem, a sua profissão, de que por vezes era despedida, para voltar mais tarde, com uma breve interrupção durante a II Guerra Mundial, em que Tillie chegou a ingressar no exército, altura a que se refere a tira abaixo apresentada. Um dos seus companheiros de trabalho, Clarence "Mac" MacDougall, cuja figura contrastava claramente com a elegância de Tillie, foi um dos seus apaixonados, embora esta quase sempre o rejeitasse. No entanto, no episódio final da série, uma página dominical de 15 de Março de 1959, acabam por casar-se.

Russ WestoverO seu autor foi Russ Westover (Russell Channing Westover, 1886-1966), natural de Los Angeles, que começou por desenhar cartoons sobre desporto para o jornal San Francisco Bulletin, trabalhando simultaneamente para outros periódicos. A sua estreia nos quadradinhos deu-se com Daffy Dan para o San Francisco Sport. Mais tarde mudou-se para Nova Iorque, tendo desenhado diversas séries para o New York Herald. Após ter abandonado o jornal, criou Tillie the Toiler, que vendeu ao King Features Syndicate.

Capa da revista número 150 da Editora Dell, com Tillie the Toyler.A série obteve um enorme sucesso, tendo sido realizados duas longas-metragens baseadas nesta personagem, com o mesmo título. A primeira data de 1927 e a segunda de 1941. Em inícios dos nos 50, Westover deixou a série ao seu assistente Bob Gustafson (1920-2001), que a continuou até ao seu final, em 1959. Merece ainda referência o facto de Alex Raymond (1909-1956) ter começado a sua carreira de desenhador profissional como assistente nesta série, em 1929.

Houve diversas reimpressões ao longo dos anos, tanto em números dedicados a Tillie como em outras revistas, de que as de Four Color Comics são um exemplo.

A tira aqui apresentada está datada de 11 de Novembro de 1943, mostrando a personagem integrada na vida militar norte-americana. Está assinada na última vinheta, sendo o © da King Features Syndicate.

A dimensão da mancha é de 52 por 15,6 cm e a do papel é de 52,3 por 18 cm, aproximadamente. Existe aplicação de lápis azul nas fardas militares.

A imagem abaixo foi digitalizada a 72 dpi. Para aceder a uma imagem com maior resolução, por favor clique na imagem com o rato.




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segunda-feira, novembro 09, 2009

Twinkle Twins, por Al Bryant

Entre 1936 e 1939, Will Eisner e Jerry Iger mantiveram uma sociedade intitulada Eisner & Iger Studio, também conhecida como Syndicated Features Corp., com a intenção de produzir comic books que eram oferecidos como suplementos em diversas publicações. Esta tendência, que se iniciou em princípios dos anos 30 do século passado, deu origem aos primeiros comics, em geral em formato tablóide, que reproduziam, a cores, diversas séries publicadas em tiras diárias a preto e branco nos jornais norte-americanos, até que, por volta de 1935, começaram a surgir produções originais e não meras reedições do que já havia sido antes publicado. Uma destas revistas foi Wow, What a Magazine! (muito embora alguns críticos afirmem que esta revista não era um comic, mas apenas uma revista que publicava algumas histórias aos quadradinhos), que Iger manteve unicamente até ao número 4, mas em que Eisner, então com 19 anos, participou com alguns trabalhos.

Nos anos 40, já Eisner havia abandonado a sociedade para trabalhar no suplemento de jornais que publicava The Spirit, um dos colaboradores do Eisner & Iger Studio foi Al Bryant, quando este estúdio fornecia histórias aos quadradinhos para editoras como a Centaur, a Harvey e Quality Comics.

Al Bryant, nascido em 1917 e falecido em 1993, é considerado um dos artistas da Golden Age of Comics, a época dourada dos quadradinhos norte-americanos, tendo trabalhado para diversas publicações antes de se tornar ilustrador na empresa General Electric e de optar finalmente por uma carreira como funcionário público trabalhando numa base naval até à sua reforma, em 1990.

A página origina aqui apresentada foi desenhada em papel do estúdio Eisner & Iger para a revista Champ Comics de Junho de 1942, da editora Harvey, que se tornou notória por ter publicado diversos comics durante aquela que é considerada a melhor época dos quadradinhos nos Estados Unidos. Esta é a página 3 da segunda aventura intitulada Twinkle Twins, uma série que surgiu entre 1942 e 1945, com características de policial em estilo de film noir.

A página aqui apresentada tem uma mancha com 46 x 32,8 cm, sendo a dimensão do papel de 56 x 43 cm, aproximadamente. Na margem superior, impressa, surge a indicação Eisner & Iger Studio, 202 Eats 44th Street New York; na margem inferior, aparece a indicação Book: CHAMP, estando manuscrito CHAMP 34. A página original não está datada nem assinada, havendo muita presença de corrector branco. Foi digitalizada a 150 dpi, podendo a imagem aqui apresentada ser aumentada através de um clique do rato.


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quinta-feira, setembro 10, 2009

The Bungle Family, por Harry J. Tuthill

The Bungle Family nasceu com o título Home, Sweet Home em 1918, alternando no primeiro ano com outras séries até 1919, altura em que passou a ser publicada diariamente. O seu autor foi Harry J. Tuthill, que a lançou no jornal New York Evening Mail, tendo durado até 1945, com uma interrupção entre 1942 e 1943. Em 1924, em consequência da mudança de proprietários do jornal, que se veio a fundir com o Evening Telegram, os direitos foram adquiridos pelo McClure Syndicate e posteriormente pelo McNaught Syndicate, altura em que a série mudou o seu título para The Bungle Family, passando a integrar novas personagens, que aumentaram durante a década de 1930.

Harry J. TuthillO sucesso de The Bungle Family foi considerável, uma vez que retratava a vida de uma família da classe média baixa urbana da época que morava num apartamento modesto, os seus problemas económicos e domésticos, em que sobressaíam quezílias com o senhorio, com cobradores de dívidas e, acima de tudo, disputas intermináveis entre marido e mulher, George e Josephine, a propósito de tudo e de nada, com frequentes visitas da polícia devido a queixas de vizinhos. Tudo isto suscitava um conjunto de cenas cómicas, que contribuíram para a popularidade da série, já que muitos dos seus leitores viam nos acontecimentos ali retratados um pouco da sua vida quotidiana.

A partir da altura em que o autor acrescentou personagens secundárias, entre as quais vale a pena mencionar a filha do casal, Peggy, e a sua ligação amorosa, tantas vezes terminada e reiniciada, com um namorado chamado Hartford Oakdale, um indivíduo de falinhas mansas cheio de basófia que estava constantemente metido numa séries de aldrabices.

Capa do álbum com reedição das tiras de 1928 da Hyperion Press.Houve algumas reedições na revista Famous Funnies (de acordo com a Toonopedia, muito embora a Wikipedia refira o título Feature Funnies, segundo cremos erradamente) e em Big Shot Comics, sendo a mais conhecida a reedição das tiras de 1928 pela Hyperion Press, um volume esgotado mas que conseguimos adquirir e de que reproduzimos a capa nesta postagem.

Tuthill, natural da cidade de Chicago, saiu de casa aos 15 anos e percorreu uma boa parte do território norte-americano integrado numa das feiras ambulantes que eram tão características das primeiras décadas do século XX. Tendo-se fixado em Saint Louis, passou por diversas profissões, e só conseguiu começar a ter algum sucesso como cartunista aos trinta e muitos anos de idade. Depois de frequentar um curso de desenho à noite, começou finalmente a trabalhar para o jornal The St. Louis Star. Mas foi a já referida série que o lançou, publicando-se em mais de 100 jornais norte-americanos. O seu estúdio manteve-se nessa cidade, onde trabalhava e de onde enviava as tiras para Nova Iorque.

A tira original aqui apresentada não está datada, devendo ser dos anos 30. A última vinheta possui a assinatura do seu autor. O © é do McNaught Syndicate. O tamanho da mancha é de 70,3 por 17,6 cm e o tamanho do papel é de 73,8 por 19,8 cm, aproximadamente.

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The Bungle Family, by Harry J. Tuthill

The Bungle Family first appeared with the title Home, Sweet Home in 1918, alternating in the first year with other series until 1919, when it came to be published in a daily basis. The author was Harry J. Tuthill, and the newspaper it made its debut was The New York Evening Mail. The series lasted until 1945, with a break between 1942 and 1943. In 1924, in consequence of the merging of the newspaper with the Evening Telegram, the rights were purchased by the McClure Syndicate and later by the McNaught Syndicate. The series then changed to The Bungle Family, and new characters were introduced during the 1930s.

The Bungle Family achieved great success, and it portrayed the life of a lower middle class urban family, living in a modest apartment, their economic and domestic problems, trouble with the landlord, with bill collectors and, above all, endless disputes between husband and wife, George and Josephine, who fighted over anything, and who were frequently visited by the police due to complaints from the neighbours. This originated quite a number of comic scenes that contributed to the popularity of the series, since the readers saw in the events depicted a bit of their daily lives.

From the time the author added secondary characters, among which is worth mentioning the daughter, Peggy, and her on-and-off boyfriend named Hartford Oakdale, a smooth talk and pompous con-man.

There were some reprints in Famous Funnies (according to Toonopedia, although Wikipedia mentions Feature Funnies, which we think is wrong) and Big Shot Comics, and a complete 1928 year run by Hyperion Press, an out of print volume that we have in our collection and whose cover we reproduce in this post.

Tuthill, born and raised in Chicago, left his home town at the age of 15 to travel in the midwestern U.S. territory in a carnival like so many others of the first decades of the twentieth century. After moving to Saint Louis, he went through quite a number of jobs, and only managed to achieve some success as a cartoonist when he was already in his thirties. After taking art classes at night, he finally started working for The St. Louis Star. And when his Bungle Family series was successful it was published in over 100 North American newspapers. He worked mainly in his St. Louis studio from where the strips were sent to New York.

The original art strip show above is not dated and it was probably published in the 1930s. The © is by McNaught Syndicate, Inc. The last panel has the signature of the author. The size of the art is 70,3 by 17,6 cm and the size of the paper is 73,8 by 19,8 cm, approximately.

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segunda-feira, setembro 07, 2009

Buck Jones

Um dos heróis mais publicados nas revistas de histórias aos quadradinhos portuguesas foi Buck Jones, satisfazendo uma tendência para a leitura de histórias do oeste, ou histórias de cobóis, que gozaram de enorme popularidade no nosso país, principalmente nas décadas de 50 e 60 do século passado, uma inclinação para a qual também o cinema contribuiu. E foi precisamente na sétima arte que nasceu esta personagem baseada no nome do actor que lhe deu corpo, tendo interpretado mais de centena e meia de filmes durante as décadas de 20, 30 e 40, tendo vindo a falecer em 1942 num enorme incêndio ocorrido num clube nocturno de Boston.

Muitas das histórias de Buck Jones foram publicadas em revistas editadas pela Agência Portuguesa de Revistas, sobretudo n'O Mundo de Aventuras, Condor Popular e Ciclone, e algumas também pela Portugal Press, sendo a sua origem e autoria bastante variada.

Se nos Estados Unidos foi popularizado pela Master Comics, editado pela Fawcett, pela Popular Comics, da Dell, desenhado, em grande parte, por Ralph Carlson, já no Reino Unido surgiu na Cowboy Picture Library, em grande parte desenhada por Eric Parker (1898-1974).

Carlson (1907-2002), natural de Minneapolis, começou por trabalhar como ilustrador em Nova Iorque e só começou a desenhar comics em 1940, actividade que desenvolveu até 1942, quando entrou para o exército dos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial. Após a guerra voltou a desenhar histórias aos quadradinhos para Fawcett Publications, concebendo novas histórias e revistas, entre as quais se conta a Rocky Lane Comics. Tendo aderido ao Partido Comunista ainda nos anos 30, foi intimado pelo Comité de Actividades Anti-Americanas a testemunhar acerca da sua participação naquela organização. Recusando-se a colaborar, acabou por ser preso e por abandonar a actividade, regressando à sua cidade natal para dar aulas de desenho.

A página original aqui apresentada foi desenhada por Ralph Carlson para um dos números de Master Comics em inícios dos anos 40, não estando contudo datada nem assinada. Algumas das vinhetas apresentam anotações manuscritas a lápis azul, entre as quais figuram indicações dos códigos de cor a serem utilizados.

A dimensão da mancha é de 45,8 por 33 cm e a do papel é de 57,3 por 36,3 cm, aproximadamente.

A imagem digitalizada a 150 dpi pode ser aumentada para 300 dpi com um clique do rato.



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One of the most published comics heroes in Portugal was Buck Jones, a phenomenon that agreed with a certain preference for westerns, or cowboy stories, which enjoyed an enormous popularity in our country, especially in the decades of 1950s and 1960s, and western movies also contributed to this. And this character was born in the movies, based on the name of the actor who played in more than 150 films over the decades of 1920, 1930 and 1940, and later died in a huge fire in a Boston nightclub.

Many of the Buck Jones stories were published in comics edited by Agência Portuguesa de Revistas, especially in Mundo de Aventuras, Condor Popular and Ciclone, and by Portugal Press, imported from several countries and drawn by different artists.

If the United States the character appeared in Master Comics, published by Fawcett, Popular Comics, by Dell, and also in Future Comics, with pencils by Ralph Carlson, while in the UK Buck Jones was published in Cowboy Picture Library, with drawings by Eric Parker (1898-1974).

Carlson (1907-2002) was born in Minneapolis, and began working as an illustrator in New York, starting to draw for comic books in 1940, until 1942, when he joined the U.S. Army during World War II. After the war he went back to Fawcett Publications, drawing new adventures for a new series of comics, which included Rocky Lane Comics. Having joined the Communist Party still in the 30s, he was summoned by the House Un-American Activities Committee to testify about his involvement in that organization. Refusing to cooperate, he was arrested and abandoned comics, returning to his hometown to teach.

This original art page was drawned by Ralph Carlson for an early 40s issue of Master Comics, but it doesn’t have any signature and no date appears in the panels. Soma panels have blue inscriptions on them, mainly color codes.

The size of the drawings is 45,8 by 33 cmm and the size of the paper is 57,3 by 36,3 cm, approximately.

To view a larger image than the 150 dpi, please click on it.

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domingo, maio 03, 2009

Scorchy Smith

A aventura do aviador Charles Lindbergh, o primeiro a fazer solitariamente o percurso aéreo entre a América e a Europa, veio dar origem a inúmeras séries sobre aviação, que exploravam a popularidade dos feitos deste e de outros pioneiros. Uma dessas séries foi Scorchy Smith que, à semelhança de muitas outras que surgiram nos jornais norte-americanos, passou pelas mãos de diversos artistas, de entre os quais habitualmente se destaca Noel Sickles, que lhe deu a notoriedade e lhe modificou o estilo, utilizando técnicas de contraste entre claro e escuro e um desenho impressionista que criaram seguidores, nomeadamente aquele que se veio a tornar um dos mestres dos quadradinhos, Milton Caniff, que chegou a ser colega de estúdio de Sickles.

Criada por John Terry em 1930, o qual provinha da animação e que era irmão de Paul Terry, o fundador dos Terrytoons, e distribuído pela Associated Press, Scorchy Smith relatava as aventuras de um jovem fisicamente semelhante ao próprio Lindbergh, que alugava o seu avião e os seus serviços, o que deu origem às mais diversas peripécias.

Muito se tem escrito acerca desta série, sobretudo por causa dos desenhadores que lhe deram forma, havendo algumas discrepâncias na atribuição de autoridade, o que é bem ilustrativo de que a abordagem histórica e rigorosa acerca dos quadradinhos ainda se encontra a dar os seus primeiros passos, muito embora muito tenha já sido escrito acerca desta temática.

De notar que, em Portugal, só muito recentemente é que surgiram os primeiros estudos académicos e as primeiras teses de mestrado acerca da chamada 9ª arte, sendo ainda muito poucos os estudiosos que se dedicam a este assunto de maneira mais aprofundada, de que merecem destaque Paiva Boléo, Carlos Bandeiras Pinheiro, Leonardo de Sá, para além dos pioneiros António Dias de Deus, Geraldes Lino, e Vasco Granja, e alguns outros, muito embora muito do que se tenha escrito não passasse de artigos isolados e algo desgarrados, faltando-lhes uma perspectiva histórica e uma visão de conjunto que nos dê uma visão evolutiva e mais completa sobre este fenómeno artístico, pese embora o facto de uma instituição tão conceituada como a Fundação Calouste Gulbenkian ter já organizado exposições dedicadas aos quadradinhos e publicado importantes catálogos aquando da sua realização. Bastará dizer-se que a enciclopédia da Internet, que serve de referência para diversos assuntos e que temos aqui utilizado ocasionalmente, a Wikipedia, muito embora pouco rigorosa e alimentada sobretudo por curiosos, possua muito poucas entradas em língua portuguesa sobre publicações, argumentistas e desenhadores nacionais, falha que também se verifica noutras línguas e para outras nacionalidades.

O autor do blogue Words and Pictures, Ron Harris, numa das suas últimas postagens referiu-se a esta série, apontando a lista, não sei se exaustiva, dos artistas que se encarregaram de Scorchy Smith, de entre os quais merecerá destaque, para além dos já citados, Frank Robbins, autor de Johnny Hazard, chamando a atenção para o facto de raramente serem mencionados os desenhadores que se encarregaram das últimas fases, George Tuska e A. C. Hollingsworth, já que muitas dos fontes que consultou e a que também acedemos, mencionam como último nome John Milt Morris, ignorando assim os que conceberam as tiras até ao seu final, em 1961. Aliás, as reedições que tiveram lugar ao longo dos anos limitaram-se praticamente à época de Sickles e de Robbins, como é o caso da uma edição de 2008 da IDW Publishing, que publicou as tiras de Noel Sickles, entre 1933 e 1936, com o título Scorchy Smith and the Art of Noel Sickles.

A tira aqui apresentada é da autoria de George Tuska, surgindo a sua assinatura na segunda vinheta, e está datada de 4 de Março, sem indicação de ano, mas será de 1956. A dimensão da mancha é de 33 por 9 cm e a do papel é de 36,8 por 11,8 cm, aproximadamente.




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domingo, abril 26, 2009

The Ryatts, de Cal Alley

The Ryatts estreou a 11 de Outubro de 1954 e veio a terminar em 1994. Esta tira diária, distribuída pelo Post-Hall Syndicate, foi criada por Cal Alley (1915-1970), um desenhador norte-americano nascido em Memphis que começou por trabalhar no Kansas City Journal em 1939, tendo posteriormente ocupado a posição de desenhador que anteriormente pertencera ao pai, J.P. Alley, junto do The Memphis Commercial Appeal, dando continuidade à série Hambone, concebida pelo seu progenitor, na companhia do seu irmão Jim.

The Ryatts focava basicamente a vida doméstica de uma família americana, composta pelos pais e os seus cinco filhos, Missy, Kitty, Pam, Tad e Winky, destacando-se claramente Winky, o mais novo, que chegou a dar nome à tira em finais dos anos 60 e inícios dos anos 70 do século passado.

A notoriedade da série não foi tão grande como a de outras dentro do mesmo género, mas ganhou diversos fãs e a sua longevidade acaba por atestar este facto, que se prende com a maneira como o argumento e os desenhos reflectiam uma realidade que os norte-americanos conheciam de a viver dia após dia, com os problemas que uma família numerosa coloca aos seus progenitores, tanto sob o aspecto financeiro como sob o ponto de vista da gestão de relações entre irmãos, de que é exemplo a tira que aqui apresentamos.

Cal Alley, que desenhou igualmente cartoons, inspirou-se frequentemente na sua própria família para o argumento. Numa entrevista, chegou a afirmar que uma tira diária demorava dez horas e vinte minutos a ser realizada: dez horas para encontrar uma ideia e vinte minutos para a colocar sob a forma de desenho.

Em 1967 o seu autor reformou-se, tendo a continuidade da série sido assegurada por Jack Elrod, que mais tarde veio a continuar Mark Trail. Cremos tratar-se de uma série nunca publicada em Portugal, tanto quanto conseguimos apurar.

A tira que aqui divulgamos está datada de 19 de Julho de 1955, contendo a data e a assinatura do seu autor. Na última vinheta pode ler-se uma dedicatória manuscrita: To Les Immel Best Personal Regards Cal. A dimensão da mancha é de 42,5 por 11,8 cm e a do papel é de 44,8 por 13,7 cm, aproximadamente.




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sexta-feira, abril 24, 2009

A colecção Espaço - Nº 1

A revista Espaço representou uma outra alternativa a O Mundo de Aventuras, tal como a colecção Policial, a que já anteriormente nos referimos. A especialização desta colecção era a ficção científica, praticamente ausente dos primeiros números desta nova série de O Mundo de Aventuras.

Tal como a outra série, o formato era de cerca de 20,5 cm de altura por 14 cm de largura, idêntico à «revista-mãe». A capa era a cores e o interior a preto e branco, com um total de 32 páginas.

A aventura de estreia intitula-se O Rapto do Cientista, com o herói Buck Rogers, com © de John F. Dillo Co. Os desenhos são da autoria de Murphy Anderson, cuja assinatura surge em algumas das vinhetas. A data de publicação é de 15 de Novembro de 1960, saindo no dia 15 de cada mês, como anunciado na primeira página, alternando, assim, com a revista Policial.

Dirigida por José de Oliveira Cosme, a revista era igualmente editada por Aguiar & Dias, Lda, e distribuida pela Agência Portuguesa de Revistas.

A datação da aventura é de 1958, e as tiras que estão na origem desta publicação surgiram originalmente entre 15 de Setembro e 11 de Dezembro desse ano. A página 32 contém uma rubrica intitulada Curiosidades do Espaço, com assinatura nos desenhos de R Torrents, provavelmente Ramón Torrents, um autor nascido em Barcelona no ano de 1937.

A cópia utilizada está algo degradada e apresenta as páginas já amareladas pelo tempo, para além de não possuir a contra-capa, mas optámos por não retocar as imagens. A digitalização foi realizada a 200 dpi para as páginas aumentadas, que podem ser observadas através de um clique nas miniaturas, que foram digitalizadas a 150 dpi.




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