terça-feira, janeiro 18, 2011

Kenkoy, de Tony Velásquez

Um dos nomes maiores do quadradinhos das Filipinas é, sem dúvida, o de Tony Velásquez, criador de diversas personagens, entre as quais a de Kenkoy será uma das mais relevantes.

Nascido em 1910, na região de Manila, e falecido em 1997, este autor é conhecido como o pai dos quadradinhos filipinos, uma das regiões mais prolíficas neste tipo de publicações e que diversos nomes tem dado à 9ª arte, muitos dos quais acabaram por trabalhar para o mercado dos Estados Unidos.

Tony VelasquezKenkoy foi criado em 1928 por Romualdo Ramos e Tony Velásquez, constituindo uma espécie de caricatura do típico habitante das Filipinas, que a toda a força tenta imitar e acompanhar os modelos norte-americanos. Liwayway, a eclética revista para a qual trabalhou durante alguns anos e onde se estreou a personagem, teve uma vida com diversas vicissitudes, sobrevivendo à ocupação japonesa durante a II Guerra Mundial, embora sob a supervisão dos ocupantes, e posteriormente à libertação pelos norte-americanos, com diversas alterações devido à falta de papel, publicando-se ainda hoje.

Mas Velásquez acabou por abandonar a publicação em 1947, para fundar a editora Ace Publications, uma das maiores responsáveis pela dinamização da indústria dos quadradinhos no país e que nesse ano editou a revista Pilipino Komiks, que lançou definitivamente este tipo de edições e contribuiu para o surgimento de diversos autores, tendo alguns anos depois fundado a editora Graphic Arts Service, Inc.

A página aqui apresentada pertence a uma das aventuras de Kenkoy, tendo sido publicada em 1959 por Ace Publications. Não está assinada nem datada, muito embora possua diversas inscrições a lápis no topo da página e também no verso, entre as quais KK#29, o que surge igualmente no verso, com a indicação p.4, página 4. A dimensão da mancha é de 31,1 x 23 cm e a do papel é de 36,6 x 26,6 cm, aproximadamente.



Clique para aumentar.


Etiquetas: , , ,

domingo, dezembro 05, 2010

Tex, por Giovanni Bruzzo

Tex é uma das mais conhecidas personagens de western dos quadradinhos. De origem italiana, fez a sua primeira aparição no ano de 1948, com a aventura intitulada Il Totem Misterioso, numa colecção com o mesmo título, semanal, que se publicada em tiras que ocupavam a página inteira, perfazendo a edição um total de 36 páginas, a preto e branco, da autoria de Giovanni Luigi Bonelli, autor do argumento, e de Aurelio Galleppini (Galep), autor dos desenhos.

A principal personagem, Tex Willer, começa por apresentar-se como um fora-da-lei, mas rapidamente os seus autores resolveram alterar esta sua faceta, o que ocorre através da influência de uma conhecida personagem dos quadradinhos cuja acção decorre no oeste norte-americano, Kit Carson.

De facto, Tex é integrado numa força com características policiais, os Texas Rangers, embora ao longo dos anos a acção tenha abordado diversas temáticas, como a guerra civil nos Estados Unidos, a questão dos índios nativos norte-americanos, ou o crime nas suas mais diversas facetas, sendo o espaço em que decorre a acção primordialmente o oeste ainda meio selvagem dos Estados Unidos, tendo algumas aventuras alterado esta situação, levando a acção até ao México, ao Canadá, ou a outros países da América Central e do Sul.

Esta é certamente uma das séries com maior longevidade no mundo dos quadradinhos, uma vez que ainda se publica, sendo mais comum entre nós as edições brasileiras do que as originais italianas, já que, embora tenha alguma popularidade em Portugal, não foi objecto de publicação autónoma no nosso país, a não ser num volume recentemente editado pelo jornal diário Correio da Manhã.

O excelente Tex Willer Blog apresenta uma cronologia das várias décadas de Tex, que pode ser acedida através desta ligação.

Foram diversos os desenhadores que passaram pela série, de entre os quais merecem destaque Guglielmo Letteri e Giovanni Ticci, na década de 1960, Fernando Fusco, já na década de 1970, sendo igualmente por esta altura que Sergio Bonelli substitui o seu pai na elaboração dos argumento para a série, assinando como Guido Nolitta, surgindo na década seguinte os argumentos da autoria de Claudio Nizzi, tal como desenhos de Jesús Blasco, estreando-se edições anuais assinadas por Alberto Giolitti, a que se seguirão artistas como Víctor de la Fuente, Colin Wilson, Joe Kubert, José Ortiz, Giancarlo Alessandrini, entre outros.

A presente prancha original é da autoria de Giovanni Bruzzo, constituindo a última página da aventura intitulada Destini incrociati (traduzida como Destinos cruzados e publicada no número 494 da edição brasileira), página 114 da edição italiana da revista Tex número 592. Tem a curiosidade de possuir um desenho dentro do desenho, na derradeira vinheta da história, uma vez que uma das personagens era desenhador artístico. A sua dimensão é de 26 cm de largura por 36 cm de altura, tendo os balões colados sobre os desenhos. Foi digitalizada a 72 dpi, podendo ser vista uma versão aumentada para 150 dpi com um clique do rato sobre a imagem.



Clique para aumentar.


Etiquetas: , ,

quinta-feira, junho 03, 2010

Oaky Doaks, por R. B. Fuller

Prince Valiant (o Príncipe Valente), de Hal Foster, não foi a única – nem a primeira – série norte-americana cuja principal personagem era um cavaleiro medieval. Na verdade, esse papel coube a Oaky Doaks, série surgida como tira diária a 17 de Junho de 1935 através da distribuição da Associated Press, tendo sido publicada também em página dominical a partir de 1941.

Creio que é desconhecida e inédita em Portugal, ao contrário do Príncipe Valente, muito embora tenha tido enorme popularidade nos Estados Unidos, sobretudo nas décadas de 1930, 1940 e 1950, publicando-se durante mais de duas dezenas e meia de anos, terminando em 1961, após o encerramento do departamento de comics da referida agência, que passou a dedicar-se unicamente a assuntos noticiosos.

Na sua origem está o argumentista William (Bill) McCleery, e o desenhador Ralph Briggs Fuller (R. B. Fuller), tendo este último sido igualmente responsável pelos argumentos pouco tempo depois da estreia da série. O primeiro desenhador encarregado da página dominical foi Bill Dyer, mas Fuller acabou por encarregar-se igualmente desta tarefa.

R. B. Fuller, nascido no estado de Michigan em 1890 e falecido em 1963, apenas dois anos após o fim de Oaky Doaks, acreditava que os comics tinham que ter um carácter cómico, como o próprio nome indicava, daí o aspecto caricatural dos desenhos e o facto de os argumentos apresentarem situações algo absurdas, envolvendo um pequeno rei que não reinava e que funcionava mais como companheiro da principal personagem, que não passava de um camponês que criara a sua armadura a partir de bocados de metal e que acabava por vingar nas cortes medievais, montando um cavalo que anteriormente servira para puxar um arado, uma situação muito distante dos ambientes glamorosos que envolviam uma boa parte dos cenários da história de Foster. No entanto, as suas aventuras giravam à volta de combates contra ameaçadores dragões ou horríveis feiticeiros, salvando donzelas ou princesas raptadas ou presas contra a sua vontade, tendo chegado a casar com uma delas e, perto do final da série, a ter um filho. A principal personagem viajou bastante ao longo dos anos, foi raptada por Vikings, visitou Camelot, a mítica cidade do Rei Artur, chegou à América, onde até se envolveu com índios.

Oaky Doaks foi reeditada na revista Famous Funnies, estreada em 1934, durante grande parte da existência do periódico, tendo tido várias capas dedicadas à série. Em 1944 foi publicado um único número de um comic-book com o seu nome. Tanto quando consegui descobrir, foram as únicas reedições que ocorreram.

A tira dominical aqui apresentada não possui o ano de publicação, sendo provavelmente da década de 1940, mas contém a indicação de dia e mês: 17 de Setembro. Surge ainda o nome da agência, a Wide World Features, estando assinada pelo autor na última vinheta. A lápis, no canto superior direito, existe a inscrição THE CANDY KID. A dimensão da mancha é de 50,5 por 12,7 cm e a do papel é de 56 por 17,8 cm, aproximadamente. Existe alguma sujidade nos desenhos, embora não os afecte grandemente.



Clique para aumentar.


Etiquetas: , , ,

domingo, maio 09, 2010

Howard the Duck, por Roger Langridge

Howard the Duck (Howard, o pato) é uma versão adulta de Donald Duck (o «nosso» Pato Donald), ainda mais rabugento do que o original, muito embora o seu universo esteja repleto de personagens que se caracterizam por serem super-heróis e não animais personificados, tendo sido transportado para o universo da Marvel por acidente, vendo-se na contingência de ter de arranjar trabalho e de, por força de alguns processos que foram movidos aos seus autores e editores pela Disney, ter de usar calças, já que um dos argumentos foi a excessiva semelhança entre as duas personagens, tendo o seu autor utilizado o subterfúgio de uma denúncia a Howard por atentado ao pudor, pelo facto de andar nu da cintura para baixo, para que a transformação ocorresse de uma forma lógica e integrada na história.

A sua aparição deu-se em Dezembro de 1973, numa revista da Marvel intitulada Fear, que apresentava aventuras do Man-Thing (Homem-Coisa), e o sucesso que obteve foi tão grande que levou os editores a publicarem uma revista com o seu nome a partir de Janeiro de 1976.

O seu autor foi Steve Gerber, tendo grande parte dos desenhos cabido a Gene Colan. A revista durou até 1979, tendo posteriormente surgido num novo formato, a preto e branco, com periodicidade bimestral, publicando-se até 1981. Na sua primeira fase, e durante algum tempo, a série chegou a surgir igualmente em jornais, com uma tira diária, com argumentos de Gerber e desenhos de Colan. Por esta altura surgiram diversos problemas relacionados com os direitos da série, que levaram Gerber a abandoná-la, ficando os argumentos a cargo de Bill Mantlo. A numeração da revista pode ser vista através desta ligação.

Howard chegou a ter uma namorada, de seu nome Beverly, que lhe granjeou alguns inimigos, também apaixonados pela jovem ruiva, e numa das histórias a personagem foi mesmo candidata à presidência dos Estados Unidos.

Capa de «Duckling»Alguns anos após a extinção da revista, em 1986, surge um filme de longa-metragem com o título da personagem, produzido por George Lucas e realizado por Willard Huyck, suscitando novamente algum interesse pelas suas aventuras, o que levou a Marvel a publicar uma nova revista, com argumentos de Steven Grant, o qual seria substituído após o primeiro número, e que acabaria definitivamente no número 33, ainda no mesmo ano do filme. Nos anos seguintes, Howard surgiria apenas em algumas reedições ou em edições especiais. No entanto, foram diversos os escritores e artistas que passaram pela série, entre os quais Klaus Janson ou Roger Langridge, este último sobretudo para a publicação Duckling.

A página original aqui apresentada, e desenhada por Roger Langridge, foi publicada em Marvel Comics' Civil War: Choosing Sides. Trata-se da página 1 da história Non-Human Americans, sendo o original em dimensão A4.

A imagem foi digitalizada a 72 dpi. Para ver uma imagem a 150 dpi, por favor clicar na imagem aqui apresentada.


Clique para aumentar.

Etiquetas: , ,

domingo, março 28, 2010

Janus Stark

Janus Stark não é uma das mais conhecidas personagens de quadradinhos britânicas no nosso país. De facto, foi publicado entre nós um número reduzido das suas aventuras, sobretudo no Mundo de Aventuras, muito embora se trate de um dos mais conhecidos heróis dos quadradinhos do Reino Unido.

As aventuras desta personagem decorrem no ambiente da Inglaterra victoriana, caracterizando-se pelas suas habilidades como escapista, em grande parte facilitadas pela enorme capacidade de se contorcer de forma inusitada, como se os seus ossos fossem de borracha, o que lhe facilitava a passagem pelas mais pequenas aberturas que encontrasse em paredes, portas, janelas, chaminés, etc.

O seu criador foi Jack Legrand, tendo os argumentos sido escritos por Tom Tully e os desenhos realizados por Solano Lopez. O sucesso destas aventuras estendeu-se a França, onde foi editada uma revista dedicada à personagem, que durou 135 edições, entre os anos de 1973 e 1990, mesmo depois de ter deixado de ser publicada no Reino Unido.

A sua primeira aparição ocorreu na revista Smash!, da IPC, em 1969, tendo posteriormente surgido em Valiant, entre 1971 e 1973. Foi reeditada recentemente na revista Albion.

Capa do Mundo de Aventuras nº 1210, IV série, de 30 de Novembro de 1972.Em Portugal, surgiu no Mundo de Aventuras, de que o número 1210, da IV série, é um exemplo. Mas pouco mais se publicou, talvez devido ao pouco interesse demonstrado pelos leitores ou por mera opção dos editores.

A página original aqui apresentada foi publicada na revista Valiant, de 9 de Junho de 1973, segundo indicação escrita a tinta no verso da página. A dimensão da mancha é de 48 x 38,7 cm e a do papel é de 51,3 x 41,6 cm, aproximadamente.

A imagem foi digitalizada a 72 cm, podendo ser aumentada para 150 dpi através de um clique do rato.


Clique para aumentar.

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

A arte de Roger Langridge: Fred the Clown e outras histórias

Roger Langridge nasceu na Nova Zelândia em 1967, tendo vindo a trabalhar no Reino Unido desde 1990, como desenhador profissional, muito embora a sua experiência nos quadradinhos date desde muito jovem, tendo concebido e desenhado diversas histórias, colaborando em muitas delas com o seu irmão Andrew Langridge, uma das quais se veio a intitular Art Dekko, Capa do primeiro número da revista Zoot, de Novembro de 1992.que mais tarde passou a Art d’Ecco, o seu primeiro mini-comic, surgido em 1988. Mas começou a ganhar notoriedade com uma série intitulada The Straitjacket Fits, segundo argumento de David Bishop, que foi publicada na revista Judge Dredd Megazine, e cuja acção decorria num manicómio.

Capa de edição em livro de Fred The Clown.Uma das suas personagens mais conhecidas veio a ser Fred The Clown, que começou por ser desenhada para a Internet, transformando-se posteriormente em álbum, editado pela Fantagraphics Books. Para a mesma editora criou os desenhos para uma revista intitulada Zoot!, mas ao longo dos anos criou diversas páginas para as editoras DC, Dark Horse, Fleetway, entre outras, de entre as quais aqui se destaca Howard the Duck, a que num futuro artigo nos referiremos.

Langridge foi nomeado para diversos prémios no âmbito da 9ª arte, em particular pelo seu trabalho com Fred the Clown, dedicando-se igualmente à ilustração.

Capa da edição em livro de Art d'Ecco.Vários dos seus trabalhos estão reunidos em volume, de entre os quais salientamos Fred the Clown e Art d’Ecco, podendo ser adquiridos através da Internet, tal como vários dos seus trabalhos originais, disponíveis online na página do autor, intitulada Hotel Fred, da qual existe também um blogue. Alguns dos seus livros podem ser adquiridos aqui.

As páginas originais aqui apresentadas são relativas a Zoot!, a primeira página de uma história com o título The Letter, uma outra de Art d’Ecco, constituindo a primeira página de Meanwhile In A More Interesting Part of the City e ainda o original da última página de Fred the Clown. Todas foram desenhadas em papel de tamanho A4.

As imagens foram digitalizadas a 72 dpi, podendo ser aumentadas para 150 dpi com um clique do rato sobre elas.




Original de Fred The Clown. Clique para aumentar.

Original de Art d'Ecco. Clique para aumentar.

Original da história The Letter. Clique para aumentar.


Etiquetas: , , , , ,

domingo, fevereiro 07, 2010

Sweeney & Son, de Al Posen

Uma das actividades conhecidas de Al Posen (Alvah Posen, Nova Iorque, 1895-1960) foi a de escritor de piadas para os irmãos Marx, tendo igualmente desenhado diversas séries, uma delas para o jornal Chicago Tribune intitulada Them Days are Gone Forever, entre os anos de 1925 e 1927 e, numa segunda fase, de 1937 a 1945, muito embora outras fontes apontem o facto de a criação desta série ter tido lugar em 1910, para a qual o autor conseguiu imprimir uma característica única: a ideia de cada episódio baseava-se numa estrofe de três versos destinada a ser cantada e que era acompanhada da respectiva pauta musical, terminando sempre com o verso Them Days are Gone Forever.

Al PosenMas outra das suas produções foi Sweeney and Son, uma página dominical que se publicou até finais de década de 50 do século passado. Esta página apresentava um bottomer, ou seja, uma pequena tira independente na parte de baixo da página, com quatro vinhetas, intitulada Jinglets, ideia que Posen conseguiu «vender» a Joseph Paterson (1879-1946), do Chicago Tribune, mais conhecido por estar na origem do título da série Dick Tracy, de Chester Gould (1900-1985).

Allan Holtz, no seu blogue Stripper's Guide, escreveu uma interessante postagem sobre este autor e a sua obra, de onde retirei a fotografia de Posen.


A arte original aqui mostrada é de uma página de Sweeney and Son, estando datada de 18 de Março de 1951 e assinada Posen na última vinheta. Possui igualmente o respectivo «bottomer», aqui intitulada Rhymin’ Time, com quatro vinhetas, e a respectiva música e letra, a qual termina com o inevitável verso Them Days are Gone Forever. O © é de News Syndicate Co. Inc. A dimensão da página é de 51,8 por 34,8 cm e a do papel é de 58,5 por 37,2 cm, aproximadamente.

A miniatura foi digitalizada a 72 dpi, e pode ser aumentada para 200 dpi com um clique do rato sobre a imagem.




Clique para aumentar.

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Tillie the Toiler, por Russ Westover

Por altura em que surgiu Tillie the Toiler (1921), não eram muito comuns as séries que tinham como principal personagem uma jovem mulher independente, que vivesse do seu trabalho, o que não acontece nos dias de hoje.

Tillie Jones trabalhava num escritório de uma empresa de vestuário, muito embora ocasionalmente também exercesse a profissão de modelo. Em grande parte, a intriga envolvia os diversos relacionamentos amorosos da personagem, a sua profissão, de que por vezes era despedida, para voltar mais tarde, com uma breve interrupção durante a II Guerra Mundial, em que Tillie chegou a ingressar no exército, altura a que se refere a tira abaixo apresentada. Um dos seus companheiros de trabalho, Clarence "Mac" MacDougall, cuja figura contrastava claramente com a elegância de Tillie, foi um dos seus apaixonados, embora esta quase sempre o rejeitasse. No entanto, no episódio final da série, uma página dominical de 15 de Março de 1959, acabam por casar-se.

Russ WestoverO seu autor foi Russ Westover (Russell Channing Westover, 1886-1966), natural de Los Angeles, que começou por desenhar cartoons sobre desporto para o jornal San Francisco Bulletin, trabalhando simultaneamente para outros periódicos. A sua estreia nos quadradinhos deu-se com Daffy Dan para o San Francisco Sport. Mais tarde mudou-se para Nova Iorque, tendo desenhado diversas séries para o New York Herald. Após ter abandonado o jornal, criou Tillie the Toiler, que vendeu ao King Features Syndicate.

Capa da revista número 150 da Editora Dell, com Tillie the Toyler.A série obteve um enorme sucesso, tendo sido realizados duas longas-metragens baseadas nesta personagem, com o mesmo título. A primeira data de 1927 e a segunda de 1941. Em inícios dos nos 50, Westover deixou a série ao seu assistente Bob Gustafson (1920-2001), que a continuou até ao seu final, em 1959. Merece ainda referência o facto de Alex Raymond (1909-1956) ter começado a sua carreira de desenhador profissional como assistente nesta série, em 1929.

Houve diversas reimpressões ao longo dos anos, tanto em números dedicados a Tillie como em outras revistas, de que as de Four Color Comics são um exemplo.

A tira aqui apresentada está datada de 11 de Novembro de 1943, mostrando a personagem integrada na vida militar norte-americana. Está assinada na última vinheta, sendo o © da King Features Syndicate.

A dimensão da mancha é de 52 por 15,6 cm e a do papel é de 52,3 por 18 cm, aproximadamente. Existe aplicação de lápis azul nas fardas militares.

A imagem abaixo foi digitalizada a 72 dpi. Para aceder a uma imagem com maior resolução, por favor clique na imagem com o rato.




Clique para aumentar.


Etiquetas: , , ,

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Um original de Tomahawk Tom, por Vítor Péon

Vítor Péon (1923-1991) foi um dos mais prolíficos desenhadores portugueses, tendo trabalhado para muitas publicações nacionais e algumas estrangeiras. Desenhou para O Mosquito, O Pluto, Diabrete, Mundo de Aventuras, Condor, Audácia, Tintin, Titã, Valente, Cavaleiro Andante, Camarada, tendo mais tarde editado o Vítor Peón Magazine. Desenhou igualmente para a editora britânica Fleetway. Alguns dos seus trabalhos tiveram como argumentista Roussado Pinto e houve diversas reedições das histórias que desenhou, tanto no Mundo de Aventuras como em muitas outras publicações, por exemplo no Jornal da BD.

Porventura o mais famoso herói por si concebido foi Tomahawk Tom, que fez a sua estreia a 19 de Outubro de 1950, no número 62 da 1ª série do Mundo de Aventuras, uma série passada no oeste norte-americano.

O original aqui apresentado está assinado por Vítor Péon na penúltima vinheta, muito embora não surja qualquer datação. Na margem superior, a caneta, está inscrito o título O INIGMA DO CAVALO NEGRO (sic); na parte de trás, a caneta de feltro preta, aparece a indicação 23, sendo o número que a prancha ocupa na história. A dimensão do desenho é de 32,3 por 23,4 cm e a do papel é de 34,7 por 26 cm, aproximadamente.

No entanto, há algumas curiosidades a assinalar. A primeira publicação desta aventura ocorreu no Mundo de Aventuras número 214 da 1ª série, tendo-se iniciado no número 203, sendo republicada no Mundo de Aventuras, 5ª série, número 182. Apenas na republicação se respeitou a prancha original, que é aqui reproduzida, enquanto que na primeira publicação a prancha original foi alterada, surgindo em conjunto com outra prancha, ocupando a parte inferior da página, com três vinhetas em cada tira. As legendas foram igualmente alteradas, o que é visível neste original, uma vez que é notório que se trata de legendas coladas sobre o desenho original, faltando algumas nas duas últimas vinhetas. Numa das legendas em falta, a última, é visível a existência de uma gralha («ririge-se» por «dirige-se), sendo igualmente interessante a alteração do texto verificado da primeira publicação para a segunda, já que, na altura, as legendas não eram manuscritas, mas escritas «à máquina», sendo o texto mais extenso, ao ponto de, na segunda vinheta (a oitava de página), se sobrepor a uma parte do desenho. No número mais antigo, datado de 2 de Julho de 1953, como era habitual na época, a página foi impressa a duas cores, enquanto que na mais recente, datada de 24 de Março de 1977, a impressão é a preto e branco.

Todas páginas foram digitalizadas a 150 dpi, podendo estas imagens, a 72 dpi, ser aumentadas com um clique do rato.




Original de Vítor Péon. Clique para aumentar.

Página 16 do número 214 da 1ª série. Clique para aumentar.

Página 25 do número 182 da 5ª série. Clique para aumentar.

Capa do número 182 da 5ª série. Clique para aumentar.


Etiquetas: , , ,

segunda-feira, novembro 09, 2009

Twinkle Twins, por Al Bryant

Entre 1936 e 1939, Will Eisner e Jerry Iger mantiveram uma sociedade intitulada Eisner & Iger Studio, também conhecida como Syndicated Features Corp., com a intenção de produzir comic books que eram oferecidos como suplementos em diversas publicações. Esta tendência, que se iniciou em princípios dos anos 30 do século passado, deu origem aos primeiros comics, em geral em formato tablóide, que reproduziam, a cores, diversas séries publicadas em tiras diárias a preto e branco nos jornais norte-americanos, até que, por volta de 1935, começaram a surgir produções originais e não meras reedições do que já havia sido antes publicado. Uma destas revistas foi Wow, What a Magazine! (muito embora alguns críticos afirmem que esta revista não era um comic, mas apenas uma revista que publicava algumas histórias aos quadradinhos), que Iger manteve unicamente até ao número 4, mas em que Eisner, então com 19 anos, participou com alguns trabalhos.

Nos anos 40, já Eisner havia abandonado a sociedade para trabalhar no suplemento de jornais que publicava The Spirit, um dos colaboradores do Eisner & Iger Studio foi Al Bryant, quando este estúdio fornecia histórias aos quadradinhos para editoras como a Centaur, a Harvey e Quality Comics.

Al Bryant, nascido em 1917 e falecido em 1993, é considerado um dos artistas da Golden Age of Comics, a época dourada dos quadradinhos norte-americanos, tendo trabalhado para diversas publicações antes de se tornar ilustrador na empresa General Electric e de optar finalmente por uma carreira como funcionário público trabalhando numa base naval até à sua reforma, em 1990.

A página origina aqui apresentada foi desenhada em papel do estúdio Eisner & Iger para a revista Champ Comics de Junho de 1942, da editora Harvey, que se tornou notória por ter publicado diversos comics durante aquela que é considerada a melhor época dos quadradinhos nos Estados Unidos. Esta é a página 3 da segunda aventura intitulada Twinkle Twins, uma série que surgiu entre 1942 e 1945, com características de policial em estilo de film noir.

A página aqui apresentada tem uma mancha com 46 x 32,8 cm, sendo a dimensão do papel de 56 x 43 cm, aproximadamente. Na margem superior, impressa, surge a indicação Eisner & Iger Studio, 202 Eats 44th Street New York; na margem inferior, aparece a indicação Book: CHAMP, estando manuscrito CHAMP 34. A página original não está datada nem assinada, havendo muita presença de corrector branco. Foi digitalizada a 150 dpi, podendo a imagem aqui apresentada ser aumentada através de um clique do rato.


Clique para aumentar.


Etiquetas: , , ,

segunda-feira, setembro 14, 2009

Blackbow, o Cheyenne, por Frank Humphris

Frank Humphris ficou conhecido em Portugal pela sua série Riders of the Range (Jeff Arnold em Portugal e no Brasil), publicada nas revistas Titã e O Falcão nos anos 50 do século passado, mostrando uma vitalidade rara, tanto no desenho como na utilização da cor, na concepção de histórias que muito fascinaram os seus leitores e contribuíram para o sucesso dos seus trabalhos, cuja acção decorria no oeste norte-americano, envolvendo a tribo dos Cheyenne.

Humphris (Reino Unido, 1911-1993) ficou sobretudo conhecido pelas séries publicadas na revista britânica Eagle a partir de 1952, renovando Riders of the Range, que já se publicava há cerca de dois anos, com desenhos de Jack Adrian (pseudónimo de Chris Lowder), após ter enviado algumas amostras do seu trabalho a Charles Chilton, o seu argumentista, ficando a partir daí encarregado dos desenhos até a série terminar, em 1962.

Humphris era um entusiasta da história e dos costumes dos povos nativos dos Estados Unidos, tendo chegado a incluir na série um dos episódios mais conhecidos do confronto entre os índios e os colonos, a batalha de Little Big Horn, em que algumas das tribos se aliaram para derrotar o 7º Regimento de Cavalaria do General Custer.

Após o fim da série, Humphris só voltou a desenhar para a Eagle em 1963, retomando o trabalho de Victor de la Fuente em Blackbow the Cheyenne, ficando até 1969, quando a revista se fundiu com Lion, cessando assim a publicação da sua primeira série.

Muitos apreciadores do trabalho do desenhador criticaram Blackbow pela introdução de elementos fantásticos no seu argumento, que por esta altura era da responsabilidade de Edward (Ted) Cowan. No entanto, segundo informação que consegui recolher no sítio Internet Superheroes, esta personagem fora criada com o nome Strongbow, tendo inicialmente surgido na revista Comet, com argumento de Mike Butterworth e desenhos de Geoff Campion, publicando-se entre 1953 e 1957; enquanto Blackbow the Cheyenne, estreou-se na revista Swift em 1961, tendo Don Lawrence chegado a desenhar algumas tiras para a publicação Eagle Annual.

Trata-se da história de uma criança branca, encontrada a vaguear na planície por um chefe índio, da tribo Mohawk, que o cria como filho.

Anos mais tarde, após a sua tribo ser praticamente dizimada pelo exército americano, em recontros em que o seu próprio pai é morto, e Blackbow ficar muito ferido, é encontrado por um médico, Tad Barnaby, que o trata e o leva consigo para a cidade de Powder Creek, adoptando-o e dando-lhe o nome de Jim Barnaby, ensinando-lhe inglês e acabando por levá-lo a cursar medicina na Universidade de Boston, onde se destaca pelas suas capacidades atléticas. Quando o seu tutor/pai adoptivo é assassinado pelos mesmos índios que haviam atraiçoado os Mohawk, uma tribo Comanche, Jim jura vingança e a partir daí as suas aventuras envolvem a sua luta pela justiça, sem nunca revelar a sua verdadeiro identidade. Uma das suas armas era um arco sagrado, que lhe conferia poderes especiais, facto que introduziu este elemento sobrenatural na série e que foi muito criticado pelos seus detractores.

Não conhecemos reedições de Blackbow the Cheyenne, mas existem reedições de Riders of the Range, realizadas pela Hawk Books em 1990.

A página aqui apresentada de Blackbow foi desenhada por Frank Humphris e publicada no número 10, volume 19 de Eagle, publicado em 1968. A dimensão da mancha é de 44,6 por 33,3 cm e a do cartão em que foi desenhada é de 50,1 por 38,1 cm, aproximadamente. Para ver uma imagem com maior resolução, por favor clique na imagem abaixo.


Clique para aumentar.




==================================================

Blackbow the Cheyenne, by Frank Humphris


Frank Humphris became known in Portugal for his series Riders of the Range (Jeff Arnold in Portugal and Brazil), published in comics Titã and O Falcão in the 1950s, in which he showed a rare vitality drawing stories that took place in the American wild West, involving the Indian tribe of the Cheyenne, with great drawings and nice efects in the use of colour, which most fascinated its readers and contributed to the success of his work.

Humphris (United Kingdom, 1911-1993) was best known for the series published in the British comic Eagle from 1952 on, taking over Riders of the Range, that was going on for almost two years with drawings by Jack Adrian, after having sent a few samples of his work to Charles Chilton, the writer of the series, being thereafter responsible for the drawings until it ended in 1962. Humphris was an enthusiast of the history and culture of the native Americans, and one of the most-known episodes of the confrontation between Indians and white settlers, the Battle of Little Big Horn, where General Custer's 7th Regiment was defeated by an alliance of several tribes, was included in one of the stories.

After the end of the series, Humphris only came back to draw to Eagle in 1963, taking over the work of Victor de la Fuente in Blackbow the Cheyenne, which he continued until 1969, when the magazine merged with Lion, thus ceasing publication of the first series.

Many readers criticized his work in Blackbow mainly due to supernatural aspects of the plot that by this time was written by Edward Cowan. However, according to information I could find on the website Internet Superheroes, this character was nicially called Strongbow, having appeared in the british magazine Comet between 1953 and 1957, written by Mike Butterworth and with drawings by Geoff Campion, while Blackbow the Cheyenne debuted in Swift magazine in 1961. Don Lawrence drew some strips for Eagle Annual.

This is the story of a white child, found wandering on the plain by an Indian chief of the Mohawk tribe, who raises him as his own son.

Years later, after his tribe is virtually wiped out by the U.S. Army, his father is killed, and Strongbow/Blackbow is badly wounded. He is found by a white doctor, Tad Barnaby, who nurseds him back to health and takes him to Powder Creek, adopting him and giving him the name of Jim Barnaby. He teaches him English and eventually leads him to study medicine at the Boston University, where he stands out by his athletic abilities. When his guardian / adoptive father is murdered by the same Indians who had betrayed the Mohawk, a Comanche tribe, Jim swores to avenge his Mohawk ancestry and from there on he struggles for justice, never revealing his true identity. One of his weapons was a sacred bow that gave him special powers, which introduced the supernatural element in the series and was much criticized by its detractors.

As far as we know, Blackbow the Cheyenne was never reprinted, but there is a reprint of Riders of the Range published by Hawk Books in 1990.

The Blackbow page presented here is by Frank Humphris and it was published in Eagle comic #10, volume 19, published in 1968. The size of the art is 4,6 by 33,3 cm and the size of the page is 50,1 is 38,1 cm. To enlarge the page, please click on the picture shown above.

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, setembro 10, 2009

The Bungle Family, por Harry J. Tuthill

The Bungle Family nasceu com o título Home, Sweet Home em 1918, alternando no primeiro ano com outras séries até 1919, altura em que passou a ser publicada diariamente. O seu autor foi Harry J. Tuthill, que a lançou no jornal New York Evening Mail, tendo durado até 1945, com uma interrupção entre 1942 e 1943. Em 1924, em consequência da mudança de proprietários do jornal, que se veio a fundir com o Evening Telegram, os direitos foram adquiridos pelo McClure Syndicate e posteriormente pelo McNaught Syndicate, altura em que a série mudou o seu título para The Bungle Family, passando a integrar novas personagens, que aumentaram durante a década de 1930.

Harry J. TuthillO sucesso de The Bungle Family foi considerável, uma vez que retratava a vida de uma família da classe média baixa urbana da época que morava num apartamento modesto, os seus problemas económicos e domésticos, em que sobressaíam quezílias com o senhorio, com cobradores de dívidas e, acima de tudo, disputas intermináveis entre marido e mulher, George e Josephine, a propósito de tudo e de nada, com frequentes visitas da polícia devido a queixas de vizinhos. Tudo isto suscitava um conjunto de cenas cómicas, que contribuíram para a popularidade da série, já que muitos dos seus leitores viam nos acontecimentos ali retratados um pouco da sua vida quotidiana.

A partir da altura em que o autor acrescentou personagens secundárias, entre as quais vale a pena mencionar a filha do casal, Peggy, e a sua ligação amorosa, tantas vezes terminada e reiniciada, com um namorado chamado Hartford Oakdale, um indivíduo de falinhas mansas cheio de basófia que estava constantemente metido numa séries de aldrabices.

Capa do álbum com reedição das tiras de 1928 da Hyperion Press.Houve algumas reedições na revista Famous Funnies (de acordo com a Toonopedia, muito embora a Wikipedia refira o título Feature Funnies, segundo cremos erradamente) e em Big Shot Comics, sendo a mais conhecida a reedição das tiras de 1928 pela Hyperion Press, um volume esgotado mas que conseguimos adquirir e de que reproduzimos a capa nesta postagem.

Tuthill, natural da cidade de Chicago, saiu de casa aos 15 anos e percorreu uma boa parte do território norte-americano integrado numa das feiras ambulantes que eram tão características das primeiras décadas do século XX. Tendo-se fixado em Saint Louis, passou por diversas profissões, e só conseguiu começar a ter algum sucesso como cartunista aos trinta e muitos anos de idade. Depois de frequentar um curso de desenho à noite, começou finalmente a trabalhar para o jornal The St. Louis Star. Mas foi a já referida série que o lançou, publicando-se em mais de 100 jornais norte-americanos. O seu estúdio manteve-se nessa cidade, onde trabalhava e de onde enviava as tiras para Nova Iorque.

A tira original aqui apresentada não está datada, devendo ser dos anos 30. A última vinheta possui a assinatura do seu autor. O © é do McNaught Syndicate. O tamanho da mancha é de 70,3 por 17,6 cm e o tamanho do papel é de 73,8 por 19,8 cm, aproximadamente.

Para aumentar a imagem de 150 dpi para uma versão em 300 dpi, por favor faça um clique sobre a imagem mostrada.



Clique para aumentar.


=====================================================

The Bungle Family, by Harry J. Tuthill

The Bungle Family first appeared with the title Home, Sweet Home in 1918, alternating in the first year with other series until 1919, when it came to be published in a daily basis. The author was Harry J. Tuthill, and the newspaper it made its debut was The New York Evening Mail. The series lasted until 1945, with a break between 1942 and 1943. In 1924, in consequence of the merging of the newspaper with the Evening Telegram, the rights were purchased by the McClure Syndicate and later by the McNaught Syndicate. The series then changed to The Bungle Family, and new characters were introduced during the 1930s.

The Bungle Family achieved great success, and it portrayed the life of a lower middle class urban family, living in a modest apartment, their economic and domestic problems, trouble with the landlord, with bill collectors and, above all, endless disputes between husband and wife, George and Josephine, who fighted over anything, and who were frequently visited by the police due to complaints from the neighbours. This originated quite a number of comic scenes that contributed to the popularity of the series, since the readers saw in the events depicted a bit of their daily lives.

From the time the author added secondary characters, among which is worth mentioning the daughter, Peggy, and her on-and-off boyfriend named Hartford Oakdale, a smooth talk and pompous con-man.

There were some reprints in Famous Funnies (according to Toonopedia, although Wikipedia mentions Feature Funnies, which we think is wrong) and Big Shot Comics, and a complete 1928 year run by Hyperion Press, an out of print volume that we have in our collection and whose cover we reproduce in this post.

Tuthill, born and raised in Chicago, left his home town at the age of 15 to travel in the midwestern U.S. territory in a carnival like so many others of the first decades of the twentieth century. After moving to Saint Louis, he went through quite a number of jobs, and only managed to achieve some success as a cartoonist when he was already in his thirties. After taking art classes at night, he finally started working for The St. Louis Star. And when his Bungle Family series was successful it was published in over 100 North American newspapers. He worked mainly in his St. Louis studio from where the strips were sent to New York.

The original art strip show above is not dated and it was probably published in the 1930s. The © is by McNaught Syndicate, Inc. The last panel has the signature of the author. The size of the art is 70,3 by 17,6 cm and the size of the paper is 73,8 by 19,8 cm, approximately.

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, setembro 07, 2009

Buck Jones

Um dos heróis mais publicados nas revistas de histórias aos quadradinhos portuguesas foi Buck Jones, satisfazendo uma tendência para a leitura de histórias do oeste, ou histórias de cobóis, que gozaram de enorme popularidade no nosso país, principalmente nas décadas de 50 e 60 do século passado, uma inclinação para a qual também o cinema contribuiu. E foi precisamente na sétima arte que nasceu esta personagem baseada no nome do actor que lhe deu corpo, tendo interpretado mais de centena e meia de filmes durante as décadas de 20, 30 e 40, tendo vindo a falecer em 1942 num enorme incêndio ocorrido num clube nocturno de Boston.

Muitas das histórias de Buck Jones foram publicadas em revistas editadas pela Agência Portuguesa de Revistas, sobretudo n'O Mundo de Aventuras, Condor Popular e Ciclone, e algumas também pela Portugal Press, sendo a sua origem e autoria bastante variada.

Se nos Estados Unidos foi popularizado pela Master Comics, editado pela Fawcett, pela Popular Comics, da Dell, desenhado, em grande parte, por Ralph Carlson, já no Reino Unido surgiu na Cowboy Picture Library, em grande parte desenhada por Eric Parker (1898-1974).

Carlson (1907-2002), natural de Minneapolis, começou por trabalhar como ilustrador em Nova Iorque e só começou a desenhar comics em 1940, actividade que desenvolveu até 1942, quando entrou para o exército dos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial. Após a guerra voltou a desenhar histórias aos quadradinhos para Fawcett Publications, concebendo novas histórias e revistas, entre as quais se conta a Rocky Lane Comics. Tendo aderido ao Partido Comunista ainda nos anos 30, foi intimado pelo Comité de Actividades Anti-Americanas a testemunhar acerca da sua participação naquela organização. Recusando-se a colaborar, acabou por ser preso e por abandonar a actividade, regressando à sua cidade natal para dar aulas de desenho.

A página original aqui apresentada foi desenhada por Ralph Carlson para um dos números de Master Comics em inícios dos anos 40, não estando contudo datada nem assinada. Algumas das vinhetas apresentam anotações manuscritas a lápis azul, entre as quais figuram indicações dos códigos de cor a serem utilizados.

A dimensão da mancha é de 45,8 por 33 cm e a do papel é de 57,3 por 36,3 cm, aproximadamente.

A imagem digitalizada a 150 dpi pode ser aumentada para 300 dpi com um clique do rato.



Clique para aumentar.

=======================================================

One of the most published comics heroes in Portugal was Buck Jones, a phenomenon that agreed with a certain preference for westerns, or cowboy stories, which enjoyed an enormous popularity in our country, especially in the decades of 1950s and 1960s, and western movies also contributed to this. And this character was born in the movies, based on the name of the actor who played in more than 150 films over the decades of 1920, 1930 and 1940, and later died in a huge fire in a Boston nightclub.

Many of the Buck Jones stories were published in comics edited by Agência Portuguesa de Revistas, especially in Mundo de Aventuras, Condor Popular and Ciclone, and by Portugal Press, imported from several countries and drawn by different artists.

If the United States the character appeared in Master Comics, published by Fawcett, Popular Comics, by Dell, and also in Future Comics, with pencils by Ralph Carlson, while in the UK Buck Jones was published in Cowboy Picture Library, with drawings by Eric Parker (1898-1974).

Carlson (1907-2002) was born in Minneapolis, and began working as an illustrator in New York, starting to draw for comic books in 1940, until 1942, when he joined the U.S. Army during World War II. After the war he went back to Fawcett Publications, drawing new adventures for a new series of comics, which included Rocky Lane Comics. Having joined the Communist Party still in the 30s, he was summoned by the House Un-American Activities Committee to testify about his involvement in that organization. Refusing to cooperate, he was arrested and abandoned comics, returning to his hometown to teach.

This original art page was drawned by Ralph Carlson for an early 40s issue of Master Comics, but it doesn’t have any signature and no date appears in the panels. Soma panels have blue inscriptions on them, mainly color codes.

The size of the drawings is 45,8 by 33 cmm and the size of the paper is 57,3 by 36,3 cm, approximately.

To view a larger image than the 150 dpi, please click on it.

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, julho 23, 2009

Lucifera

O erotismo nas histórias aos quadradinhos europeus é um fenómeno característico dos anos 70 do século passado, tendo principalmente origem na Itália, país onde foi produzida a maioria das histórias que proliferaram neste altura um pouco por toda a Europa, em particular nos países do Sul, Portugal, Espanha e França, os dois primeiros recém saídos de regimes totalitários de direita onde a Censura, alimentada por um tradicionalismo ligado à Igreja católica, interditava todo o tipo de publicações e de linguagem que apresentassem ou sequer sugerissem imagens eróticas ou pornográficas, o que não foi o caso da França, onde este género obteve alguma tolerância.

Em Itália, um país democrático e livre de censura, foram inúmeras as publicações e os artistas que se dedicaram a estas histórias, que mais tarde foram traduzidas para outras línguas, constituindo um fenómeno sem paralelo em nenhum outro país. Os fumetti erotici tiveram a sua época de oiro nessa década de 70, com títulos e personagens como Zora la Vampira, Maghella, Biancaneve, Vartan, Jacula e… Lucifera, muito antes de se terem popularizado no ocidente os hentai, as histórias aos quadradinhos japonesas de teor pornográfico, embora muito depois de os norte-americanos terem popularizado as Tijuana Bibles, pequenos opúsculos que narravam histórias pornográficas com personagens inspiradas nos quadradinhos ou no cinema.

Foi sobretudo a editora milanesa Edifumetto (antes ErreGi), de Renzo Barbieri, mas também a casa Ediperiodici, de Giorgio Cavedon, ele próprio argumentista, que lançou publicações e personagens de cariz erótico e pornográfico, com dezenas de títulos, se bem que antes tenha lançado histórias aos quadradinhos para adultos, como Diabolik, Kriminal e Satanik, chegando depois a surgir adaptações erótico-pornográficas de grandes êxitos cinematográficos da época, como Tubarão, ou histórias que envolviam personalidades históricas, como Kennedy ou Hitler, entre muitas outras.

CapaUma das personagens mais conhecidas destas edições foi Lucifera, que chegou a ter uma revista com o seu nome, com 170 números publicados em Itália entre Outubro de 1971 e Agosto de 1980, e 99 números em França, pela Elvifrance, entre 1972 e 1980. Em Portugal foram apenas publicados 14 números, entre 1976 e 1977. As páginas continham em geral duas vinhetas ou apenas uma única que ocupava toda a página, e eram publicadas a preto e branco em papel de fraca qualidade.

Lucifera era um súcubo, um demónio com figura feminina, íntima do próprio Satanás, que se movimentava pela Europa medieval tentando combater o imperador Carlos Magno e a sociedade cristã, a qual era retratada de forma extremamente desregrada e hipócrita. Para atingir os seus fins, Lucifera contava com vários aliados, desde árabes a normandos e saxões, dos quais se tornara igualmente íntima, muito embora se chegue a apaixonar por Fausto, um jovem que representa o bem. Alguma crítica chegaou a apontar o facto de Lucifera ser inspirada na personagem norte-americana Vampirella, editada pela Warren, sobretudo pelo seu aspecto físico. O cinema chegou a explorar igualmente esta personagem.

Entre os muitos desenhadores que se encarregaram da história (e de muitas outras), merecem destaque Leone Frollo e Tito Marchioro.

As histórias aos quadradinhos eróticos e pornográficos tiveram grande popularidade em Portugal logo após a Revolução de 25 de Abril de 1974, sobretudo através de edições da Portugal Press, que editou dezenas de títulos, até finalmente desaparecerem durante os anos 80.

A página original de Lucifera, aqui apresentada com o seu amado Fausto, terá sido publicada em Lucifera Super número 14, sendo a primeira página da história. Não apresenta qualquer data nem assinatura de autor, tendo a dimensão de 26,4 x 17,5 cm para a mancha e de 29,5 x 20,8 cm para o papel.

A imagem digitalizada a 100 dpi pode ser aumentada para 300 dpi com um clique do rato.


Clique para aumentar.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

LUCIFERA

Erotic comics in Europe are a 70's phenomenon which originated in Italy, where a great number of comics were produced, later spreading throughout Europe, mainly in the southern countries of Portugal, Spain and Franc. The first ones were both emerging from totalitarian regimes where censorship and the influence of the Catholic Church banned all kinds of publications and language that suggested eroticism or pornography, which was not the case in France, where erotic comics were tolerated.

In Italy, a democratic and free of censorship country, a lot of publications appeared and quite a number of artists worked on these stories, which were later translated into other languages. This phenomenon has no parallel in any other country. The Fumetti erotici had their golden age in the 70s, with titles and characters like Zora the vampire, Maghella, Biancaneve, Vartan, Jacula, Sukia ... and Lucifera, well before hentai, Japanese comics with pornographic content were popularized, but much after American Tijuana Bibles, small pornographic books that exploited well-known comic characters or movie stars.

The biggest publishing house of this genre was Milan Edifumetto (before ErreGi), owned by Renzo Barbieri, but one also has to consider Ediperiodici, owned by Giorgio Cavedon, a scriptwriter himself, and they both edited dozens of titles of erotic and pornographic comics, after publishing other adult dark comics, such as Diabolik, Satanik and Kriminal. Erotic comics also exploited great success movies as Jaws, or historical figures such as Kennedy or Hitler, among many others.

One of the best known characters was Lucifera, which had a magazine named after her, with 170 issues published in Italy between October 1971 and August 1980 and 99 issues in France, by Elvifrance, between 1972 and 1980. In Portugal there were only 14 issues published between 1976 and 1977. The pages contained usually one or two panels in the entire page, and were published in black and white on poor quality paper. Lucifera was a sucubus, a female demon, who was very close to Satan himself, and the action took place in medieval Europe where she tried to oppose emperor Charlemagne and the Christian society, which was portrayed in a very licentious and hypocritical way. To achieve her ends, Lucifera had several allies, since the Arabs to Normans, Saxons, but she ended falling in love with Faust, a young man who represented the good. Some critics mentioned that Lucifera was based on the American character Vampirella, edited by Warren, mainly because of her physical appearance.

Among the many artists responsible for the art, one has to mention Leone Frollo and Tito Marchiori.

These erotic and pornographic comics were very popular in Portugal after the 25th of April 1974 Revolution, mostly published by Portugal Press, but they finally disappearead in the 80s.

This Lucifera original art page shows the main character together with her beloved Faust and was published in Super Lucifera issue #14, and it is the first page of this story. There is no date or author's signature on the page. The size of the art is 26,4 x 17,5 cm and the page is 29,5 x 20,8 cm long.

The image shown has a resolution of 100 dpi and can be enlarged to a 300 dpi version with a click of the mouse.

Etiquetas: , , ,

terça-feira, julho 21, 2009

Sturmtruppen, de Bonvi

Não existem muitas séries de histórias aos quadradinhos que ridicularizem os militares, em particular as tropas alemãs que combateram durante a II Guerra Mundial, sendo mais comuns as aventuras que nos mostram o heroísmo dos ingleses, franceses e norte-americanos ou as histórias de espiões, agentes secretos e sectores da resistência no seu combate contra os invasores germânicos. Mas Sturmtruppen, do italiano Bonvi é uma delas. O seu humor cáustico e surrealista criou um conjunto de personagens que integravam a vida quotidiana de um batalhão de tropas nazis, desde o seu comandante até ao simples soldado.

Franco Bonvicini, ou Bonvi, terá nascido em Parma ou Modena em 1941, vindo a falecer num acidente de viação em 1995. A sua experiência militar num regimento de tanques durante o período do pós-guerra, aliada ao seu interesse pelos uniformes e armamento das tropas alemãs, bem como por diversos aspectos da II Guerra Mundial, forneceram-lhe os dados suficientes para dar um cariz autêntico aos figurinos e às referências que utilizou em Sturmtruppen, onde a vida quotidiana dos soldados era mostrada de uma forma humorística, com exageros propositados, alguns anacronismos, como a utilização da televisão, em que não havia heróis, mas sim simples soldados com típicos nomes alemães, tais como Fritz, Otto, etc., que tentavam escapar por todos os meios possíveis às agruras da vida militar, criando cenas hilariantes e em que o comportamento militarista era colocado a ridículo, nomeadamente através de figuras como o autoritário e rude sargento, o oficial de baixa patente que criava planos para obrigar os soldados a sacrifícios pela pátria que acabavam sempre mal, o cozinheiro que fabricava refeições mais do que suspeitas, o médico que fazia experiências mirabolantes e que se julgava invisível, e um capitão que tentava dar algum bom senso a todo o batalhão, sem no entanto conseguir levar a cabo estas boas intenções. Mas a sátira estendia-se igualmente aos aliados italianos e japoneses, aos SS e ao judeu que tentavam fuzilar a todo o custo.

Como italiano, Bonvi conhecia bem a realidade desta aliança entre Mussolini e Hitler, tal como a maneira de ser dos italianos e a inviabilidade de uma tal aproximação. Os seus diálogos, que tentavam germanizar a língua falada pelas personagens, davam um tom ainda mais satírico a esta série, onde a figura do inimigo está sempre ausente, apenas se manifestando através de tanques de guerra ou disparos de artilharia que, a pouco e pouco, vão causando baixas entre as tropas alemãs, muitas vezes aproveitadas para criar cenas de humor negro.

Sturmtruppen estreou-se em 1968 no jornal Paese Sera, e obteve um enorme sucesso em Itália, tendo sido traduzida para diversas línguas, entre as quais a portuguesa, muito embora não tenha sido muito publicada em Portugal. Chegou a ser adaptada a cinema e deu origem a um jogo de computador. Em 1980, Bonvi fundou uma editora, através da qual lançou uma revista com o nome da série, na qual publicou novas histórias e reeditou outras mais antigas, bem como outras histórias aos quadradinhos, mas pouco depois abandonou praticamente a sua carreira de desenhador para se dedicar à televisão.

Algumas das histórias têm sido alvo de reedições recentes.

A página original aqui apresentada foi publicada na revista Sturmtruppen número 16, constituindo a página 57 desta edição, como se pode ver na reprodução. Não está assinada, e foi desenhada a tinta preta em papel de tamanho A4, com uma mancha de 26,3 por 18,2 cm, aproximadamente. Como se pode observar, não existe ainda texto nos balões.

A imagem, a 100 dpi, pode ser aumentada para 300 dpi com um clique do rato.




Clique para aumentar.


* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

STURMTRUPPEN by Bonvi

There aren't many comics that mock military life, specially among German troops during World War II. It is more common to find adventures that show the heroism of the British, French and the American troops, spies and secret agents stories or even the French Resistance in their struggle against the German invaders. But Bonvi's Sturmtruppen is one of them. The author's caustic and surreal humour created a set of characters that showed the daily life of a Nazi Wehrmacht battalion, from it's comander to the ordinary soldiers.

Franco Bonvicino or Bonvi, was born in Parma or Modena, in Italy, in 1941, and died in a car accident in 1995. His experience in a tank corps after the war together with his interest in German troops' uniforms and weapons, as well as in various aspects of World War II, provided him with enough information to give authenticity to this series, where the daily lives of soldiers was shown in a humourous way, with deliberate exaggeration, some anachronisms, like television, where there were no heroes, but simple soldiers with typical German names, such and Fritz, Otto, etc. who tried to escape the bitterness of military life by all means possible, creating hilarious scenes where militarism was put to ridiculous, especially through characters as the authoritarian and rude sergeant, the low rank officer who imagined ways to force the soldiers to sacrifice their lives for their country which always failed, the cook who produced quite suspicious meals, the doctor who did strange experiments and who considered himself invisible, besides a captain who tried to give some sense to the whole battalion, beeing however unable to carry out his good intentions. But the satire also extended to the Italian and Japanese allies, the SS firing squad and the Jew who they tried to shoot at all costs.

As an Italian, Bonvi knew perfectly well how the alliance between Mussolini and Hitler worked, as well as the nature of Italian temperament and how such an alliance was doomed. The speeches, which tried to Germanize the characters' accent, contributed to satirize even more the German soldiers, where the enemy's face is always absent, and only tanks and artillery shells could give away their presence, which, little by little, caused some casualties among Stormtroops, and this was often used to create black humour episodes.

Sturmtruppen debuted in 1968 in the Paese Sera newspaper, and was a huge success in Italy, being translated into several languages, including the Portuguese, but has not been very popular in Portugal. There were two movies produced on this series and a computer game. In 1980, Bonvi founded a publishing house, through which he launched a comic magazine that published new Sturmtruppen stories and reprinted old ones, but shortly after he almost abandoned his artistic career to devote himself to television. Some of his works have been recently reprinted.

This original art page was published in page 57 of the Sturmtruppen comic number 16, as it can be seen in the image. It is not signed, and was drawn in black ink on A4 size paper, with 26.3 by 18.2 cm, approximately. As you can see, there is no text in the balloons.

To watch a 300 dpi larger image, please click on the 100 dpi picture shown below.

Etiquetas: , , ,

sábado, julho 18, 2009

Zip Nolan

Muitas das histórias aos quadradinhos britânicas, das quais algumas foram publicadas em Portugal, tiveram na sua origem escritores e desenhadores brilhantes, e já aqui nos referimos a alguns deles, bem como a algumas das personagens que criaram. E é pena que sejam hoje em dia praticamente desconhecidos do grande público.

Mas as décadas de 50 a 70 do século XX viram nascer algumas séries curiosas, e Zip Nolan é, certamente, um caso a ter em conta. A principal personagem é um polícia motorizado norte-americano (!) que combate os criminosos baseando-se, em grande parte, na sua intuição e contrariando as orientações transmitidas pelas suas chefias. As suas aventuras surgiram na revista britânica Lion em 1963, publicando-se até 1974, quando esta revista se fundiu com uma outra, Valiant, em que as aventuras perduraram até 1976.

As histórias possuíam duas ou três páginas, e os seus leitores eram convidados a descobrir pistas que conduzissem à descoberta do criminoso, tendo como título Spot The Clue With Zip Nolan Highway Patrol, que podia ser traduzido para Descubra a pista com o patrulha motorizado Zip Nolan.

O desenhador que estreou a série foi Joe Colquhoun, e muitos dos argumentos foram escritos por Michael Moorcock, um prolífico argumentista que trabalhou em diversas séries para a editora Fleetway. Mais tarde, a tarefa de se encarregar dos desenhos foi também entregue a Reg Bunn, a que já aqui nos referimos a propósito de The Spider, e ao italiano Roberto Diso.

Zip Nolan chegou a poder ser lido esporadicamente em publicações portuguesas, muito embora tenha tido pouca relevância e, tanto quanto se sabe, um reduzido número de fãs. Tanto quanto consegui descobrir, foi na revista Selecções de O Mundo de Aventuras que algumas destas histórias foram publicadas, nomeadamente nos números 99 e 105. Na Grã-Bretanha, as aventuras desta personagem foram reeditadas no número 2 de Albion.

A página aqui apresentada é da autoria de Reg Bunn, tendo sido publicada na revista Lion de 28 de Novembro de 1964. No entanto, não apresenta datação nem indicação de autoridade, à excepção de uma nota manuscrita na margem superior, a tinta, onde se lê Lion 28Nov 6x ½ scale Keep as one Zip (97), possuindo também um carimbo na margem inferior com o número 9693. A página é um conjunto de três tiras unidas no verso. A dimensão da mancha é de 50,5 por 38,5 cm, e a do papel é de 53,4 por 42,6 cm, aproximadamente. A imagem pode ser aumentada com um clique sobre ela, tendo a versão maior sido digitalizada a 300 dpi e a imagem menor possui uma resolução de 100 dpi.




Clique para aumentar.



* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Quite a lot of British comics characters, some of which were published in Portugal, was conceived by brilliant writers and artists, and we have already posted about some of them, as well as about some of the characters they created. And it is sad that nowadays they are virtually unknown to the general public.

But the 50's, 60's and 70's saw the debut of some curious series, and Zip Nolan is certainly one of them. The main character is a North American Highway Patrolman (!) that fights criminals based largely on his intuition and frequently ignoring the instructions of his superiors. His adventures appeared between 1963 and 1974 in the British comic Lion, later merged with Valiant, where it lasted until 1976.

The stories were two or three pages long. Their readers were invited to discover clues that lead to finding the perpetrators, and were called Spot The Clue With Zip Nolan Highway Patrol.

The artist who started the series was Joe Colquhoun, and many of the arguments were written by Michael Moorcock, a prolific scriptwriter who worked on several series for Fleetway. Later, Reg Bunn, who we have already mentioned about The Spider, took over the series, as well as the Italian artist Roberto Diso.

Zip Nolan was occasionally published in Portuguese comic books, but with little sucess and, as far as we know, only a few fans. We have found two adventures in issues 99 and 105 of the comic Selecções do Mundo de Aventuras. In Britain, the adventures of this character were reprinted in Albion #2.

This page was drawn by Reg Bunn, and it was published in the 28 November 1964 issue of Lion. However, it has no other indication besides a handwritten note at the top: "Lion 28Nov 6x ½ scale Keep the one Zip (97). It also has a stamp on the bottom with the number 9693. The page is a set of three strips glued together on the back. The size of the drawings is 50.5 by 38.5 cm, and the paper is 53.4 by 42.6 cm long, approximately. The image shown has a resolution of 100 dpi and it can be enlarged to a 300 dpi version with a click of the mouse.

Etiquetas: , , , , , ,

Get Free Shots from Snap.com