quarta-feira, novembro 19, 2008

Vídeos sobre o processo de realização de páginas da série HMS

Os vídeos seguintes, retirados do You Tube mostram a realização de páginas de His Majesty's Ship, de Roger Seiter (argumento) e Johannes Roussel (desenhos), desde a fase de preparação até à arte final e à impressão.



A preparação




Os primeiros esboços




Os esboços finais




O desenho a lápis




A arte final




A cor




A impressão

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segunda-feira, março 10, 2008

Les mythes de la Bande Dessinée

Alguns vídeos publicados no YouTube sobre a bande dessinée franco-belga.



Programa 1



Programa 2



Programa 3






Programa 4






Programa 5





Programa 6





Programa 7


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domingo, fevereiro 19, 2006

Il Signor Spaghetti

Il Signor Spaghetti, o personagem italiano criado por René Goscinny e desenhado por Dino Attanasio, estreou-se em 1957 na revista Tintin (edição belga), no seu número 42, datado de 16 de Outubro. Mais tarde, os argumentos passarão a ter como autores Francel e Greg, para além do próprio Attanasio.

Spaghetti caracterizava-se por se apresentar vestido de fato negro, um laçarote encarnado, ostentando um fino bigode e uma pronúncia francesa com uma misturada de italiano, tal como o seu primo e companheiro de aventuras Prosciutto. As suas aventuras caracterizavam-se por uma série de peripécias cómicas, muitas vezes levadas a um grau de exagero que provocavam a hilariedade, tudo isto num estilo caricatural.

Dino AttanasioO seu desenhador, Dino Attanasio, nascido em Milão a 8 de Maio de 1925, começou por trabalhar em animação, mudando-se depois para a Bélgica, onde conseguirá obter sucesso, colaborando com as revistas Tintin e Spirou, tal como com outras publicações.

Após a criação de Spaghetti, dedicar-se-á igualmente a ilustrar as aventuras de Bob Morane, de Henri Vernes, e trabalha também na série Modeste et Pompon, que Franquin abandonara, e que continuará até 1968. Desenha igualmente para a revista italiana Corriere dei piccoli. Após o abandono da revista Tintin, colabora com publicações neerlandesas, nomeadamente Pep, para a qual desenha a série Johnny Goodbye, entre outras. Ainda no anos 70, retoma o personagem Spaghetti e mais tarde irá ilustrar uma adaptação do Decameron, de Bocácio.

A série a que dedicamos este post foi bastante popular em Portugal, através da sua publicação na revista Tintin e alguns dos seus álbuns podem ainda ser adquiridos, tanto em Portugal como em França.

A página aqui apresentada não está datada nem assinada, e apresenta-se em duas meias-pranchas, unidas com fita-cola no verso. Figuram, no entanto, algumas indicações: a lápis, sobre a primeira vinheta, figura o número 62; em rodapé, a encarnado, F1 Nº 18 P. 46, que serão referências editoriais. A dimensão da mancha total é de 40,3 por 30,5 cm e a do papel é de 43,9 por 35,7 cm, aproximadamente.




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domingo, janeiro 01, 2006

Arthur le Fantôme

Jean Cézard (França, 1924-1977) foi um dos mais prolíficos autores que os quadradinhos já tiveram. Tendo-se estreado em 1946 com Monsieur Toudou, foi sobretudo após a sua entrada para a editora Vaillant que o seu génio e a sua criatividade se tornaram conhecidas, com Kiwi, mas principalmente com as aventuras de um pequeno fantasma chamado Arthur, que se iniciavam na Idade Média para depois se localizarem em diversos períodos temporais, isto devido à capacidade do personagem de navegar no tempo, com a ajuda de uma invenção de um dos personagens secundários da série.

A primeira aparição de Arthur le Fantôme teve lugar na edição especial de Natal da revista Vaillant, o seu número 449, em 20 de Dezembro de 1953, tendo sido nos anos cinquenta e sessenta que as suas aventuras a cores conheceram maior expressão e popularidade. Alguns dos seus companheiros de aventuras foram o professor Mathanstock, um sábio um tanto ou quanto malucado mas simpático que participou em algumas das aventuras, e ainda o Père passe-passe, igualmente companheiro das suas viagens no tempo e no espaço.

Foi precisamente numa dessas histórias que Arthur foi parar a um estranho planeta onde encontrou os Tristus e os Rigolus, os primeiros caracterizando-se por serem um povo deprimido, de cor verde, que passava o tempo a combater os Rigolus, um povo encarnado e sempre bem disposto, com quem de imediato o fantasma simpatizou, e que mais tarde tiveram as suas próprias aventuras, de forma autónoma. Esta série ganhou logo uma legião de adeptos, dada a facilidade que os Tristus e os Rigolus passavam de um estado a outro, bastando para tal entrarem em depressão ou, pelo contrário, enveredarem pela boa disposição. Mais tarde, Cézard irá ainda criar um pequeno corsário chamado Surplouf e desenhar as suas aventuras paralelamente às dos outros personagens, o que é bem revelador da sua capacidade e ritmo de trabalho, tendo sido um dos autores mais produtivos da editora para a qual trabalhou.

Reprodução da capa da revista O Falcão, 1ª série, número 4, de 8 de Janeiro de 1959As histórias de Arthur le Fantôme surgiram logo no primeiro número da revista Pif Gadget e chegaram a ser publicadas em álbuns pelas edições Vaillant ou pela editora Vents d’Ouest, tendo ainda saído diversas edições em formato de bolso. Mais recentemente começaram a ser reeditadas pela editora Toth.

Em Portugal, este personagem ganhou alguma notoriedade na primeira série da revista O Falcão, sendo no entanto as suas páginas publicadas tanto a cores como a preto e branco. Mas quem leu essas aventuras por certo delas nunca se esqueceu, nelas se notando o enorme talento de Jean Cézard, tanto no desenho como no argumento.

A sua capacidade de retratar de forma humorística e caricatural (a sua principal característica, muito embora também tivesse utilizado um desenho mais realista) as situações e as épocas, muito particularmente a Idade Média, as situações humorísticas, os vilões das histórias, tanto deste universo perdura ainda nessas histórias, que encantam pelo desenho e pelas peripécias.

A página aqui apresentada terá sido publicada em Pif Gadget número 421, não estando contudo assinada. A dimensão da mancha é de 37,6 por 31,6 cm e a do papel de 50 por 32,5 cm, aproximadamente. Publica-se ainda um pequeno desenho do mesmo personagem, já tardio, e desenhado por Giroud, para a Pif Gadget, de carácter publicitário.





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quarta-feira, dezembro 07, 2005

Pif, le chien

Foi Jose Cabrero Arnal, nascido em Barcelona em 1909 (e falecido em França em 1982), quem criou o personagem Pif, um cão que se caracterizava pela sua esperteza, bem como o seu companheiro de aventuras, o gato Hercule, que tentava grande parte das vezes pregar partidas a Pif, por vezes com funestas consequências para si mesmo, quando não para ambos.

Cabrero Arnal criou muitas aventuras de quadradinhos, uma das quais, publicada num pequeno álbum em Portugal pelas edições da célebre revista O Mosquito, Guerra no País dos Insectos, é hoje uma raridade bibliográfica para os amantes destas coisas dos quadradinhos. Em 1938, criou as aventuras do cão Top para a revista Pocholo, tendo esta sido a precursora da personagem que mais fama veio a adquirir posteriormente. Tendo combatido na guerra civil de Espanha pelos republicanos, veio depois a refugiar-se em França.

Cabrero ArnalPif le chien surgiu pela primeira vez a 28 de Março de 1945 para o jornal L’Humanité, que era o órgão do Partido Comunista Francês, aparecendo nas páginas na revista Vaillant a partir de 14 de Dezembro de 1952, a cores, depois de aí terem igualmente feito a sua aparição as personagens Placid et Muzo, tendo assumido um enorme protagonismo graças à popularidade que logo granjeou. Mas o volume de trabalho fez com que Arnal entregasse a produção das histórias a diversos desenhadores, cuja lista podemos encontrar aqui.

Em 1969, surge a publicação Pif Gadget, sucedendo a Vaillant, le journal de Pif, intitulando-se originariamente Pif et son gadget surprise. Caracterizava-se por ter como personagem principal o cão Pif, e por trazer pequenas ofertas constituídas por jogos ou outros pequenos objectos, quase sempre para montar, que faziam as delícias dos mais pequenos. Em muitas das suas páginas, tal como nas da revista Vaillant, foram igualmente publicadas as aventuras de Arthur le fantôme, do genial e prolífico criador Cézard, a que oportunamente nos referiremos. A revista ainda hoje se publica, mantendo essas pequenas ofertas aos seus leitores.

Acerca deste conjunto de personagens foi realizado um filme de animação, uma produção francesa datada de 1993, com realização de Bruno Desraisses e Charles de Latour.

A página aqui apresentada foi publicada em Pif Gadget, número 534. Não estando datada nem assinada, tem as seguintes dimensões: 50 por 35,1 cm para o papel e 37,1 por 30,3 cm para a mancha, aproximadamente.




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