terça-feira, outubro 14, 2008

Histórias esquecidas 29: As Lições do Tonecas, de José de Oliveira Cosme (arg.) e José Antunes (des.)

Durante muitos anos, desde a década de 30 do século passado, que a popularidade de As Lições do Tonecas se manteve ligada a dois meios de comunicação: a rádio e as revistas de quadradinhos. Tendo surgido em 1934 no Rádio Clube Português, com o apoio da revista O Senhor Doutor, deixou de ser transmitido ainda nesse ano, para voltar ao ar em 1945. Muito mais tarde, o programa chegou ao pequeno ecrã, na Rádiotelevisão Portuguesa, com os actores Morais e Castro no papel do professor e Luis Aleluia no de Menino Tonecas. Alguns dos dilálogos radiofónicos podem ser ouvidos aqui e aqui.

Capa de uma das edições populares dos diálogos de As Lições do Tonecas.O seu autor, José de Oliveira Cosme, desde o início esteve ligado aos programas radiofónicos, tendo até desempenhado o papel do professor nesses diálogos humorísticos e que muito divertiam quem os ouvia. Mas o seu surgimento nos quadradinhos só viria a ocorrer na publicação Mundo de Aventuras, com desenhos de José Antunes.

José de Oliveira Cosme esteve ligado à Agência Portuguesa de Revistas durante vários anos, a editora do Mundo de Aventuras. As Lições do Tonecas publicaram-se nos números 386 a 398, 402 a 404 e 408 a 411, normalmente ao ritmo de uma pagina por número, mas não tenho a certeza se foi sempre José Antunes o encarregado de desenhar a série.

Muito embora graficamente não se trate de um trabalho à altura de outros do desenhador, as páginas, com um estilo caricatural, ilustravam bem os diálogos humorísticos, cumprindo bem a sua função.

Publicamos aqui um conjunto de páginas, dos números 386 ao 398, a uma cor, como era hábito em muitas publicações portuguesas, embora a impressão da cor fosse tecnicamente muito deficiente. As imagens podem ser aumentadas se se clicar sobre as mesmas.

Resolução: 300 dpi.



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domingo, maio 18, 2008

Histórias esquecidas 9: Carlos Ribeiro in O Senhor Doutor

Carlos Filipe Correia da Silva Ribeiro nasceu em Lisboa em 1894, vindo a falecer em 1973. Exerceu o cargo de director de O Senhor Doutor, tendo publicado caricaturas e histórias aos quadradinhos em algumas revistas, nomeadamente em O Espectro e Sempre Fixe, ou ainda no ABCzinho. Entre outras das suas actividades merece destaque o facto de ter sido cenógrafo do cineasta António Lopes Ribeiro.

Muito embora tenha publicado poucas histórias desenhadas pelo seu punho, dos exemplos que aqui damos é de salientar o seu enorme talento, sobretudo no desenho caricatural.

Aqui deixamos dois dos seus trabalhos, ambos de O Senhor Doutor. No primeiro caso, trata-se de uma aventura que ilustrava texto de José de Oliveira Cosme (mais conhecido por ter sido o autor de O Menino Tonecas), que saiu no número 10 daquela revista, e um desenho publicado no mesmo número, do ano de 1933. Quanto ao primeiro, a má qualidade da reprodução deve-se ao facto de o exemplar que possuo ter sido recuperado com papel celofane colado sobre os desenhos, numa tentativa de preservar as páginas.

A fonte de informação da biobibliografia do autor foi o Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal, de Leonardo de Sá e António Dias de Deus, Nonarte, Edições Época de Ouro, Costa da Caparica, 1999.

Resolução: 300 dpi.



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domingo, maio 11, 2008

Histórias esquecidas 7: Aventuras dos Autênticos Zuca, Zaruca e Bazaruca, de Stuart Carvalhais, n'O Senhor Doutor

Stuart Carvalhais (José Herculano Stuart Torrie D´Almeida Carvalhais, 1887-1961) é por muitos considerado o primeiro grande autor português de quadradinhos, sendo sobretudo conhecida a sua série Quim e Manecas, que foi publicada no suplemento de O Século intitulado O Século Cómico e, mais tarde, no Sempre Fixe, tendo muitos estudiosos comparado esta série com o Yellow Kid, de R.F. Outcault. Foi igualmente pioneiro na utilização de balões, já que grande parte das histórias apresentavam texto na parte inferior dos desenhos. A popularidade de Quim e Manecas, aliada ao experimentalismo de Stuart, fez com que fosse realizado um filme com actores reais, em que contracenou o próprio autor.

Selo lançado pelos CTT em 2004 dedicado a Quim e ManecasUma outra revista onde publicou os seus trabalhos foi o ABCzinho, de que foi co-fundador, O Pajem, suplemento do Cavaleiro Andante, e também O Senhor Doutor. Algumas das aventuras com estas personagens foram reeditadas, nomeadamente em álbuns do Clube Português de Banda Desenhada e pelo Círculo de Leitores. Para além disto, fez capas de livros e inúmeras ilustrações para diversas revistas e jornais.

Aqui publicamos algumas páginas de Aventuras dos Autênticos Zuca, Zaruca e Bazaruca, que saíram nas páginas de O Senhor Doutor, números 2 (de 25 de Março de 1933), 6 (de 22 de Abril de 1933), 11, 12 e 13 (de 27 de Maio, 3 de Junho e 10 de Junho de 1933, respectivamente). A deficiente qualidade das reproduções deve-se ao estado menos bom das edições que possuo, que apresentam alguns rasgões e uma má preservação dos exemplares, tendo sido utilizado na mesma papel transparente colado sobre partes dos desenhos.



In O Senhor Doutor, nº 2, de 25 de Março de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 6, de 22 de Abril de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 11, de 27 de Maio de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 12, de 3 de Junho de 1933. Clique para aumentar
In O Senhor Doutor, nº 13, de 10 de Junho de 1933. Clique para aumentar


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